Enquanto grande parte do mundo caminha para as liberdades civis, democracias são almejadas e economia de mercado é receita de sucesso, encontramos ainda algumas ilhas de pensamentos medievais e que, efetivamente, conseguirão em breve viver de fato numa era das trevas.
Exemplo disso é o Irã, que se para alguns já se trata de um país sombrio e tenebroso, afundará de vez sua cabeça no poço de esterco que são as interpretações fanáticas do Alcorão. Sem falar no enriquecimento do Aiatolá e sua patota.
A receita é simples: engana o povo com o alcorão, e depois coloca a grana embaixo do colchão. Um cidadão chamado Mahmoud Ahmadinejad (que eu chamarei de Jad a partir de agora) acaba de ganhar as eleições presidenciais no Irã, com 62% dos votos. O outro candidato, com 36% dos votos, trata-se do ex-presidente Ayatullah Ali Akbar Hashemi Rafsanjani (que chamarei de Jani). Os outros 2% devem ter morrido no meio do caminho pras urnas. De morte matada, talvez. Jad, que era prefeito de Teerã, prometia um Irã moderno, forte (isto é, nuclearmente armado) e rico.
Parecido fazia seu companheiro brasileiro, o Lula, que sem explicar como, prometia riqueza à todas as classes sociais. E é incrível como os farsantes estão tendo lugar nas urnas ultimamente, seja no mundo árabe, seja na América do Sul.
O mais engraçado é que, muitos dos eleitores possuem a consciência de que Jad irá transformar o já rígido Irã numa terra Talibã. E a comparação que faço é: será que os eleitores do senhor Lula de certa forma não sabiam o que estavam fazendo ou o que "eles" pretendiam fazer?
Do outro lado tinha Jani, que tinha uma plataforma mais “pragmática” e prometia uma maior acomodação junto ao mundo ocidental. Mas, Jani possuía problemas curriculares relacionados ao seu período como presidente (1989-1997). E esses problemas se referem à corrupção e crescimento considerável de sua riqueza pessoal.
A história de Jani lembra alguma coisa? Oh, sim! A história de quase todo político brasileiro. Então o que a população fez lá? Votou no filhote político do Ayatullah Ali Khamenei, o nosso Jad. Assim, para ir contra a corrupção e o enriquecimento ilícito, a população iraniana escolheu voltar às trevas.
Isso me lembra algo que ocorreu nos trópicos. Só que nos trópicos, a batalha contra a corrupção se mostrou ineficiente e os antigos ferrenhos opositores da corrupção, o PT, se mostrou o maior corrupto da história do Brasil.
Já estou até vendo as desculpas futuras pra sede de dinheiro dos homens do poder no Brasil hoje. Dirão os sábios das canetas, nas redações e nas universidades, que esse desvio dessa dinheirama era pra ajudar a “causa”.
E completarão, com a lógica dos canalhas: “os fins justificam os meios”, como fazem a todo momento que precisam explicar suas mentiras.
O mesmo irá ocorrer no Irã, onde organizações religiosas amealham todo o dinheiro possível e nem explicações dão. E assim Jad irá reinar absoluto, com o apoio do aiatolá, e sem suspeitas a serem levantadas. Aliás, essa é a única diferença entre os casos, pois lá usam a força descaradamente, enquanto no Brasil, o uso da força é camuflado... por enquanto!!!
O Jad tem por mentor o Aiatolá Khomenei, o Lula tem por mentor o Aitolá Dirceu, que mesmo fora do templo da casa civil, ainda dá as cartas na confusão mental do senhor Inácio da Silva. Aí conversa vai, conversa vem, e o baiano diz: “esse papo já tá qualquer coisa, você já tá pra lá de Teerã...”
Fabiano Holanda, Brampton, Junho de 2005.

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