Hoje em dia o mundo está dividido em dois pólos: os amigos e os inimigos da América. Até neutralidade indica ser contra. E dentre os habitantes do segundo grupo, existem uns com maior poder de irritar a Casa Branca.
Hugo Chávez, presidente da Venezuela, é um dos que incomodam. Este senhor, aos poucos, tenta se tornar líder dos países da América Latina, buscando formar uma grande coalizão contra o país do tio Sam.
Não que eu ache errado o uso da força unida em prol de um objetivo. O problema está centrado somente no tal do objetivo almejado e este é querer transformar a América Latina num grande reduto esquerdista, pois acredita o comandante Chávez que devemos nos transformar numa imensa Cuba.
Sim, pois o grande ídolo de Chávez é outro comandante, o ilustre carniceiro de Havana, o superstar Fidel Castro. E ao lado do senhor Castro, Chávez anunciou na semana passada a criação de um fundo de solidariedade regional para que os países do Caribe tenham acesso barato ao óleo venezuelano.
Porém, o que torna Chávez um incomodo para Washington não são suas qualidades pra líder latino, e sim, o simples fato dele controlar a maior reserva de petróleo do hemisfério e é o quarto maior fornecedor estrangeiro de óleo aos Estados Unidos.
E como o preço do barril de óleo atingiu o preço de 60 dólares/barril nesses meses, o governo de Chávez colocou alguns bilhões de dólares extra no bolso. E ele está usando essa grana pra aumentar seu poder de liderança regional.
Desde que Chávez chegou ao poder, lideres de esquerda chegaram ao poder ou estão liderando pesquisas em oito países da América Latina, incluindo os dois maiores, Brasil e México. O ultimo país a acontecer isto foi na Bolívia, onde o líder canhoto é o favorito pra ganhar as eleições presidenciais deste ano.
Mesmo essa sendo sua vontade, chávez não pode cortar de vez as vendas de seu óleo aos Estados Unidos, mas está tentando reduzir essa dependência negociando vendas à Índia e China.
Assim, a influencia de Chávez poderia cair se os preços do petróleo caíssem também. Porém, analistas prevêem que Chávez irá tentar aumentar drasticamente os preços do óleo, através do aumento de impostos e royalties sobre o governo dos Estados Unidos e das multinacionais americanas, que Chávez anteriormente quase implorou para que fossem à Venezuela refinar seu óleo cru.
Vamos ver quem vencerá essa queda de braço. Contra Chávez temos o velho problema dos lideres de esquerda, isto é, muito gasto do dinheiro público em ações populistas e pouca preocupação de como obtê-lo. Também o desemprego continua alto. A favor, o bolso cheio de petro-dólares e vários comparsas da mesma laia, entre eles o nosso Chapolin Colorado (de vermelho é feita sua bandeira).
Se vencerem, vocês ouvirão a célebre frase: “não contavam com a nossa astúcia...”
Com essa agremiação de esquerdistas latinos, a América Latina regressa uns 40 anos. E esquerda rica, com poder e em bando, quase sempre é sinônimo de totalitarismo, liberdades cerceadas, paredón e corrupção nos altos escalões dos partidões.
Bem, há dois dias um amigo meu brasileiro que mora em Cuba me disse: “A luta continua, companheiro!”.
Que Deus o ouça. Continuem lutando sim, um dia a liberdade cansa e deixa vocês prenderem-na de vez numa sala escura e fétida, realizando o sonho de vocês de luta.
E nada me espantará se um dia surgir um poderoso exército formado pelos fanáticos extremistas islâmicos, os esquerdais franceses, brasileiros, latinos, FARC’s, coreanos do norte, etc, etc, e tomarem de assalto o mundo democrático e capitalista, afinal, na realidade, só está faltando mesmo uma ação mais deliberada, pois na surdina eles já possuem um objetivo comum.
Ai quando chegar este momento, os intelectuais das universidades e das redações ficarão calados, da mesma forma que ficam bem caladinhos quando seus filhinhos protegidos explodem bombas em Londres, em Madrid, em Jacarta, em Bali... E o silencio deles me leva ao Nirvana.
Fabiano Holanda, Brampton, Ontário, Julho de 2005.

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