Tuesday, 6 October 2020

A fama deitada na cama

Sinto-me feliz quando encontro um brasileiro remotamente capaz de ligar causa e efeito”.

Gilberto Amado

A propaganda é a alma do negócio. Ou a arma, como queiram. Todos conhecem muito bem essa frase. De fato, a propaganda já vem sendo difundida há muitos anos. Maquiavel já fazia isso com sua obra prima O Príncipe. Esse livro nada mais é do que um manual de propaganda pessoal ou nos dias atuais, um manual de marketing pessoal, que dava dicas de como se “vender” para atingir seus próprios objetivos (no caso, o de ser um governante eficiente).

Maquiavel era o Duda Mendonça da antiguidade. Assim como este fez o presidente da república das bananas, aquele tinha receita de fazer governantes também. Não importa o quão idiota ou despreparado ele fosse, bastava seguir seus ensinamentos. E ainda dizem que a história muda.

O mundo é puramente o que os Mendonças e Maquiavéis querem que nós acreditemos que é. Podemos perceber isso mais facilmente hoje em dia, onde temos dois mundos: o real (o real mesmo) e o ilusório (o noticiado e dito nas salas de aula). Quase ninguém conhece o real, mas tem uma turma enorme que fala português na América do Sul que garantem ter a certeza que conhecem (apesar de Aristóteles). A ignorância chega realmente à provocar condolências.

E quando me refiro aos “sabidões” do Brasil, não me refiro ao povo, ao enorme número de pessoas que não está nem aí pra política ou com qualquer outra coisa que exija o mínimo de raciocínio. Eu falo do “intelectuais de esquerda”, pois no Brasil velho de guerra ou você é esquerda ou é considerado um burro de galocha. Eles dizem logo que você não possui senso crítico. É um alienado.

Esses intelectuais de esquerda, apesar de extremaente preguiçosos, acreditam que possuem poderes sobrenaturais e sabem de tudo. Tudo que há sob o sol, e acima dele também, é só perguntar à um canhoto e eles farão verdadeiros tratados sobre o tema. Acredite, todos estarão redondamente errados.

O intelectual de esquerda brasileiro é uma das piores espécies encontradas no ecossistema pensante global. Trata-se de um ser com duas ou três obssessões em mente e com escassa capacidade de reflexão e assimilação de novas idéias e diferentes daquelas que seu companheiro (outro imbecil) martela dia e noite na sua cabecinha.

Eles me lembram um israelense que eu encontrei em um trabalho que tive aqui em Boston. Chegou a hora do almoço e estávamos famintos. O patrão teve a boa vontade de pedir uma pizza por telefone. Então avisamos ao judeu que iriamos comer uma pizza que o patrão havia pedido. Ele fez uma cara nervosa e perguntou o sabor da tal pizza. Dissemos, todos alegres, que era de pepperoni, um sabor que quase todo mundo gosta por lá.

Aí ele gritou que não comeria pizza de pepperoni porque os judeus não podem comer derivados de leite e derivados de carne juntos em uma mesma refeição. E ele enxergou o leite no queijo e a carne no pepperoni.

Eu por curiosidade perguntei o motivo deles não fazerem tal mistura. Surpreendentemente, o judeu respondeu que era porque estava escrito. Sim, eu perguntei, e o que diz seu livro? Porque vocês não podem comer assim dessa forma? Ele respondeu: “Amigo, eu não sei o porque, mas me disseram que não pode comer e eu não como. Fair enough?”. O cara ficou nervoso com meu questionamento justamente porque não sabia explicar.

É assim que agem os intelectuais brasileiros. Eles sao dogmáticos. Quando chamados para se explicarem, fogem como o diabo da cruz e começa a falar coisas absurdas que dói até nos ouvidos de um surdo. Eles aplicam aquela receita canalha do “é porque é!!!”.

Como bem sabemos, a maioria da imprensa brasileira (embora isso seja negado) é formada por “cabeças pervertidas canhotas”. E também 95% dos professores universitários brasileiros possuem essa mesma linha sebosa de pensamento. Aliás, só passam nas bancas examinadoras se demonstrarem forte embasamento marxista.

Com um monopólio desses é fácil criar “verdades universais” e também é fácil fazer com que essas verdades universais pairem como uma bruma sobre a cabeça dos estúpidos incautos que engolem esse tipo de baboseira e claro, da mesma forma como engolem podridão só podem vomitar preconceitos e conclusões errôneas acerca de povos, sistemas ou realidades.

Essa “elite pensante” se esforça em propagar as mais negativas coisas que estejam relacionadas aos Estados Unidos da América, por exemplo, fazendo o mesmo esforço para ocultar pontos positivos, em uma clara intenção de voltar a opinião pública tupiniquim contra esse país, sua cultura (chamam de enlatado), seu povo, sua história e seus costumes.

Chega até a ser engraçado a maneira como eles tratam os americanos. Os mais radicais só chamam quem nasce nos Estados Unidos de “estadunidense”, em uma evidente forma de demonstrar que são inteligentes (e rançosos), pois fizeram a “brilhante” descoberta que os sobrinhos do Uncle Sam não são os únicos a nascerem na América.

Ora, é com essa mesquinhez que iremos caminhar pra frente? Analise bem o caso. Os “pensantes” se preocupam em como eles se autodenominam, fazem picuinhas, enquanto do outro lado da moeda o cidadão americano está fazendo montes para como o sujeito que nasce no Brasil se chama, se é tupiniquim, tupinambá, brasileiro, brazuca ou o caralho de asa.

Me lembra a história da formiga e do elefante. A formiga passa o dia inteiro dando conta da vida do elefante, o que ele faz, que horas ele dorme, que horas urina, etc. e vai contar para as outras formigas, o cotidiano do elefante. Será que vamos passar o dia inteiro se ocupando da vida do elefante enquanto ele não sabe nem diferenciar uma formiga da outra?

Todo santo dia, se você tiver a disposição de abrir um grande jornal brasileiro, qualquer um, irá encontrar um artigo denegrindo os Estados Unidos.

O que se pretende com este pequeno texto aqui é alertar aqueles que se acham donos da verdade, pois ela não gosta de dono. A maioria desses que aí estão no Brasil apoiando baderna, MST, Sem-teto, Sem-cabeça, Sem-caráter, etc, nunca saíram do Brasil, não conhecem outras realidades, vivem em uma redoma de vidro e acham que podem enxergar através dela.

Não se enganem, apesar dessa redoma em que vocês vivem parecer transparente, ela é bem mais opaca do que pode parecer. Eles que vivem falando tanto que preconceito contra negro ou viado é crime, por exemplo, deveriam saber que preconceito contra povos também se trata de uma forma tão cretina de preconceito como a que se pratica contra negros, brancos, amarelos, lagartixas ou camundongos.

E o pior de tudo, por vezes, chegam a bajular pessoas erradas e antipatizam com outras mais erradas ainda. Nem poder de discernimeno eles tem, embora vivam acusando as pessoas disso. Também pudera, a redoma é opaca!!

Podemos observar isso em um exemplo bem simples, porém elucidativo disto que tento explicar. Como eu já disse antes, eles falam e escrevem impropérios contra os americanos aonde vão e aonde possam ser lidos ou escutados. Por outro lado, tem pelo povo canadense a mais alta estima e bajulação. Dois erros em um único parágrafo.

Alfinetam o povo americano quando na verdade esse povo adora o brasileiro. Tive a oportunidade de vir pros Estados Unidos pra uma temporada na casa do meu amigo Daniel Gazoni, em Cambridge, Massachussets, perto de Boston.

Como não sou totalmente imune ao que se escuta e ninguém o é, por isso o perigo que alerto, fica sempre uma pulga atrás da orelha. Então cheguei nos Estados Unidos esperando ser escorraçado aonde fosse, que seria tratado hostilmente logo na fronteira, afinal escutamos muito isso. Ja me espantei logo na fronteira com a cordialidade do agente. Mas pensei, “eles” estão com a razão, esse povo é arrogante mesmo, deixe-me encontrar o próximo que eu vou poder comprovar. Encontrei vários e posso comprovar, são mais ou menos umas 10 vezes mais gentis e agradáveis do que aqueles que eles babam tanto, os canadenses.

O problema é, como eu disse, má vontade aliada à ignorancia. Desconhecimento mesmo. A cama da fama não é nada confortável, ou seja, quase nada é aquilo que pensamos ser, apesar da fama. E não podemos formar opinião apenas baseados nos que nos dizem.

É por isso que eu aconselho a todos que tem oportunidade de sairem de suas casas no Brasil, vá passar uma temporada em algum país que preste. É um enriquecimento tão grande em termos culturais e humanos que você nem vai se importar com o dinheiro que gastou por lá. Nunca vi ninguém que passou uma temporada no exterior reclamar que gastou grana. E isso ajudaria também a decepar sua segunda cabeça, aquela que pensa de acordo com seus preconceitos.

Como dizia Baden Powell, “O problema da burrice é que não tem transplante que resolva...”. Ou então como diria outro gênio: “No Brasil, a burrice tem um passado glorioso e um futuro promissor”.

Mas, os homens de preto estão no poder no Brasil mostrando a grande capacidade que possuem... já se fala que essa história está cheirando a um novo Jango... parece que as movimentações na caserna estão de vento em polpa... É assim mesmo, não é todo mundo que concorda com baderna... E onde estão os intelectuais brasileiros? Como diz um amigo meu, “saíram pro cafezinho...” ou pra fumar “unzinho”, que gostam muito... Ou para escrever um artigo falando da vida do elefante...

E a fama continua deitada na cama... Todo mundo continua pensando que os “intelectuais” brasileiros pensam, que os Estados Unidos da América são a casa do Lúcifer, que no dia 25 de dezembro Santa Klaus descerá pela chaminé, que o coelho botará ovos no período pascoal e que o ser humano nasceu bom, a sociedade é quem o corrompe...

Escrito em Boston, Massachussets, em julho de 2003.

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