“Sinto-me
feliz quando encontro um brasileiro remotamente capaz de ligar causa
e efeito”.
Gilberto
Amado
A
propaganda é a alma do negócio. Ou a arma, como queiram. Todos
conhecem muito bem essa frase. De fato, a propaganda já vem sendo
difundida há muitos anos. Maquiavel já fazia isso com sua obra
prima O Príncipe. Esse livro nada mais é do que um manual de
propaganda pessoal ou nos dias atuais, um manual de marketing
pessoal, que dava dicas de como se “vender” para atingir seus
próprios objetivos (no caso, o de ser um governante eficiente).
Maquiavel
era o Duda Mendonça da antiguidade. Assim como este fez o presidente
da república das bananas, aquele tinha receita de fazer governantes
também. Não importa o quão idiota ou despreparado ele fosse,
bastava seguir seus ensinamentos. E ainda dizem que a história muda.
O
mundo é puramente o que os Mendonças e Maquiavéis querem que nós
acreditemos que é. Podemos perceber isso mais facilmente hoje em
dia, onde temos dois mundos: o real (o real mesmo) e o ilusório (o
noticiado e dito nas salas de aula). Quase ninguém conhece o real,
mas tem uma turma enorme que fala português na América do Sul que
garantem ter a certeza que conhecem (apesar de Aristóteles). A
ignorância chega realmente à provocar condolências.
E
quando me refiro aos “sabidões” do Brasil, não me refiro ao
povo, ao enorme número de pessoas que não está nem aí pra
política ou com qualquer outra coisa que exija o mínimo de
raciocínio. Eu falo do “intelectuais de esquerda”, pois no
Brasil velho de guerra ou você é esquerda ou é considerado um
burro de galocha. Eles dizem logo que você não possui senso
crítico. É um alienado.
Esses
intelectuais de esquerda, apesar de extremaente preguiçosos,
acreditam que possuem poderes sobrenaturais e sabem de tudo. Tudo que
há sob o sol, e acima dele também, é só perguntar à um canhoto e
eles farão verdadeiros tratados sobre o tema. Acredite, todos
estarão redondamente errados.
O
intelectual de esquerda brasileiro é uma das piores espécies
encontradas no ecossistema pensante global. Trata-se de um ser com
duas ou três obssessões em mente e com escassa capacidade de
reflexão e assimilação de novas idéias e diferentes daquelas que
seu companheiro (outro imbecil) martela dia e noite na sua cabecinha.
Eles
me lembram um israelense que eu encontrei em um trabalho que tive
aqui em Boston. Chegou a hora do almoço e estávamos famintos. O
patrão teve a boa vontade de pedir uma pizza por telefone. Então
avisamos ao judeu que iriamos comer uma pizza que o patrão havia
pedido. Ele fez uma cara nervosa e perguntou o sabor da tal pizza.
Dissemos, todos alegres, que era de pepperoni, um sabor que quase
todo mundo gosta por lá.
Aí
ele gritou que não comeria pizza de pepperoni porque os judeus não
podem comer derivados de leite e derivados de carne juntos em uma
mesma refeição. E ele enxergou o leite no queijo e a carne no
pepperoni.
Eu
por curiosidade perguntei o motivo deles não fazerem tal mistura.
Surpreendentemente, o judeu respondeu que era porque estava escrito.
Sim, eu perguntei, e o que diz seu livro? Porque vocês não podem
comer assim dessa forma? Ele respondeu: “Amigo, eu não sei o
porque, mas me disseram que não pode comer e eu não como. Fair
enough?”. O cara ficou nervoso com meu questionamento justamente
porque não sabia explicar.
É
assim que agem os intelectuais brasileiros. Eles sao dogmáticos.
Quando chamados para se explicarem, fogem como o diabo da cruz e
começa a falar coisas absurdas que dói até nos ouvidos de um
surdo. Eles aplicam aquela receita canalha do “é porque é!!!”.
Como
bem sabemos, a maioria da imprensa brasileira (embora isso seja negado) é
formada por “cabeças pervertidas canhotas”. E também 95% dos
professores universitários brasileiros possuem essa mesma linha
sebosa de pensamento. Aliás, só passam nas bancas examinadoras se
demonstrarem forte embasamento marxista.
Com
um monopólio desses é fácil criar “verdades universais” e
também é fácil fazer com que essas verdades universais pairem como
uma bruma sobre a cabeça dos estúpidos incautos que engolem esse
tipo de baboseira e claro, da mesma forma como engolem podridão só
podem vomitar preconceitos e conclusões errôneas acerca de povos,
sistemas ou realidades.
Essa
“elite pensante” se esforça em propagar as mais negativas coisas
que estejam relacionadas aos Estados Unidos da América, por exemplo,
fazendo o mesmo esforço para ocultar pontos positivos, em uma clara
intenção de voltar a opinião pública tupiniquim contra esse país,
sua cultura (chamam de enlatado), seu povo, sua história e seus
costumes.
Chega
até a ser engraçado a maneira como eles tratam os americanos. Os
mais radicais só chamam quem nasce nos Estados Unidos de
“estadunidense”, em uma evidente forma de demonstrar que são
inteligentes (e rançosos), pois fizeram a “brilhante” descoberta
que os sobrinhos do Uncle Sam não são os únicos a nascerem na
América.
Ora,
é com essa mesquinhez que iremos caminhar pra frente? Analise bem o
caso. Os “pensantes” se preocupam em como eles se autodenominam,
fazem picuinhas, enquanto do outro lado da moeda o cidadão americano
está fazendo montes para como o sujeito que nasce no Brasil se
chama, se é tupiniquim, tupinambá, brasileiro, brazuca ou o caralho
de asa.
Me
lembra a história da formiga e do elefante. A formiga passa o dia
inteiro dando conta da vida do elefante, o que ele faz, que horas ele
dorme, que horas urina, etc. e vai contar para as outras formigas, o
cotidiano do elefante. Será que vamos passar o dia inteiro se
ocupando da vida do elefante enquanto ele não sabe nem diferenciar
uma formiga da outra?
Todo
santo dia, se você tiver a disposição de abrir um grande jornal
brasileiro, qualquer um, irá encontrar um artigo denegrindo os
Estados Unidos.
O
que se pretende com este pequeno texto aqui é alertar aqueles que se
acham donos da verdade, pois ela não gosta de dono. A maioria desses
que aí estão no Brasil apoiando baderna, MST, Sem-teto, Sem-cabeça,
Sem-caráter, etc, nunca saíram do Brasil, não conhecem outras
realidades, vivem em uma redoma de vidro e acham que podem enxergar
através dela.
Não
se enganem, apesar dessa redoma em que vocês vivem parecer
transparente, ela é bem mais opaca do que pode parecer. Eles que
vivem falando tanto que preconceito contra negro ou viado é crime,
por exemplo, deveriam saber que preconceito contra povos também se
trata de uma forma tão cretina de preconceito como a que se pratica
contra negros, brancos, amarelos, lagartixas ou camundongos.
E
o pior de tudo, por vezes, chegam a bajular pessoas erradas e
antipatizam com outras mais erradas ainda. Nem poder de discernimeno
eles tem, embora vivam acusando as pessoas disso. Também pudera, a
redoma é opaca!!
Podemos
observar isso em um exemplo bem simples, porém elucidativo disto que
tento explicar. Como eu já disse antes, eles falam e escrevem
impropérios contra os americanos aonde vão e aonde possam ser lidos
ou escutados. Por outro lado, tem pelo povo canadense a mais alta
estima e bajulação. Dois erros em um único parágrafo.
Alfinetam
o povo americano quando na verdade esse povo adora o brasileiro. Tive
a oportunidade de vir pros Estados Unidos pra uma temporada na casa
do meu amigo Daniel Gazoni, em Cambridge, Massachussets, perto de
Boston.
Como
não sou totalmente imune ao que se escuta e ninguém o é, por isso
o perigo que alerto, fica sempre uma pulga atrás da orelha. Então
cheguei nos Estados Unidos esperando ser escorraçado aonde fosse,
que seria tratado hostilmente logo na fronteira, afinal escutamos
muito isso. Ja me espantei logo na fronteira com a cordialidade do
agente. Mas pensei, “eles” estão com a razão, esse povo é
arrogante mesmo, deixe-me encontrar o próximo que eu vou poder
comprovar. Encontrei vários e posso comprovar, são mais ou menos
umas 10 vezes mais gentis e agradáveis do que aqueles que eles babam
tanto, os canadenses.
O
problema é, como eu disse, má vontade aliada à ignorancia.
Desconhecimento mesmo. A cama da fama não é nada confortável, ou
seja, quase nada é aquilo que pensamos ser, apesar da fama. E não
podemos formar opinião apenas baseados nos que nos dizem.
É
por isso que eu aconselho a todos que tem oportunidade de sairem de
suas casas no Brasil, vá passar uma temporada em algum país que
preste. É um enriquecimento tão grande em termos culturais e
humanos que você nem vai se importar com o dinheiro que gastou por
lá. Nunca vi ninguém que passou uma temporada no exterior reclamar
que gastou grana. E isso ajudaria também a decepar sua segunda
cabeça, aquela que pensa de acordo com seus preconceitos.
Como
dizia Baden Powell, “O problema da burrice é que não tem
transplante que resolva...”. Ou então como diria outro gênio: “No
Brasil, a burrice tem um passado glorioso e um futuro promissor”.
Mas,
os homens de preto estão no poder no Brasil mostrando a grande
capacidade que possuem... já se fala que essa história está
cheirando a um novo Jango... parece que as movimentações na caserna
estão de vento em polpa... É assim mesmo, não é todo mundo que
concorda com baderna... E onde estão os intelectuais brasileiros?
Como diz um amigo meu, “saíram pro cafezinho...” ou pra fumar
“unzinho”, que gostam muito... Ou para escrever um artigo falando
da vida do elefante...
E
a fama continua deitada na cama... Todo mundo continua pensando que
os “intelectuais” brasileiros pensam, que os Estados Unidos da
América são a casa do Lúcifer, que no dia 25 de dezembro Santa
Klaus descerá pela chaminé, que o coelho botará ovos no período
pascoal e que o ser humano nasceu bom, a sociedade é quem o
corrompe...
Escrito
em Boston, Massachussets, em julho de 2003.

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