“O
futuro é construído pelas nossas decisões diárias, inconstantes e
mutáveis, e cada evento influencia todos os outros”.
Alvin
Toffler
Fulano
de Oliveira Penteado, o cara que sabe de tudo versus tudo, diz à
plenos pulmões, em cima de um banco de uma universidade federal
qualquer: “Um país não é uma empresa! No país, temos que
ouvir o povo!!!”
Quando
eu escuto isso, juro que é sem querer, surge uma pergunta em frente
aos meus olhos. Eu a empurro, mas ela volta. Então me entrego. Lá
vai. Esse mesmo povo que acaba de eleger o canalha do Luis Inácio
pra presidente do Brasil? É esse povo que devemos consultar pra
administrar o país?
Mas
aí o Penteado berraria: “Ditador!!”. Volto à mesma questão que
já fiz outrora. Decisões deveriam ser tomadas apenas por indivíduos
aptos a colherem os prós e os contras e realizarem uma ponderação
lógica e meter a caneta. No Brasil, as decisões mais importantes
são tomadas justamente pelos energúmenos que não sabem nem a
pergunta, quem dirá a resposta.
Pra
começar com as escolhas dos representantes do povo. Um analfabeto
tem o direito de votar. Ora, o sujeito não sabe nem escrever o
próprio nome? Nem ler? O que um sujeito desses pode ter de arcabouço
intelectual para decidir um problema econômico ou fiscal de um país?
E até mesmo os próprios representantes, muitos deles
semi-analfabetos ou analfabetos funcionais, o que teria um elemento
desses para contribuir pra uma melhoria do país?
Aí
o Penteado gritaria: “Preconceituoso!”. No Brasil é assim,
quando você olha pra um problema e o perpetuador daquele problema
não tem resposta minimamente plausível, ele corre pra desqualificar
o interlocutor.
Uma
reforma necessária leva décadas até que os sujeitos sérios
consigam que ela seja levada à discussão. Mas logo os canalhas se
apressam em propagar desinformações e convencer à massa de
jumentos que aquilo não é bom eles, quando na verdade seria a
melhor coisa pra eles, mas assim eles melhorariam de vida e deixaram
de ser massa de manobra. Triste localidade é esse Brasil.
Quando
se pensa em amputar o pé por causa de uma grangrena, a abulomania
crônica e proposital não permite, mas se por acaso permitir, demora
tanto que já é preciso arrancar a coxa toda. Mas a turma canalha
ainda consegue convencer o pouco inteligente de que o melhor pra ele
foi mesmo arrancar logo a coxa toda. E o idiota sai rindo do hospital
fazendo cara de feliz e o sinal de Lula Lá, convencido de que aquela
turma realmente o ajudou, afinal, ele poderia ter morrido, né?
O
maior exemplo disso é a briga da intelligentzia acerca dos
famosos direitos trabalhistas. Fomentam uma justiça inteira do
trabalho, criando marajás de toda sorte, ministros, desembargadores,
juízes e o escambau, que com o dinheiro arrecadado das empresas e
dos indivíduos, advogam em prol de lascar esses, tipo um ritual
canibalesco que vai terminar por devorar todos.
Além
disso, é uma horda de vagabundos lotados nos sindicatos, vivendo
nababescamente enquanto os muitos suam a camisa e ainda dão parte
dos seus salários pra os marajás líderes sindicais. Ora, mas eles
ainda são convencidos de que os encostados são amigos deles. Como
pode isso, Jesus? Porque o senhor não colocou cérebro em todos os
seus filhos?
Todos
esses sindicatos e justiça do trabalho com leis da década de 40
encarecem a vaga de trabalho e assustam o empresário, que nao cria
mais trabalhos porque está sempre no limite mínimo de funcionários
contratados, uma vez que cada um funcionário desses que sair da sua
empresa o colocará na justiça e ele pagará uma fortuna. Sim. Não
tem julgamento. É o empresário que se fode sempre. A dúvida é
quanto pagar, não é se vai pagar, por determinação de um juiz
vagabundo. Mesmo o empresário tendo pago tudo de acordo com a lei.
Aí
vem os problemas causados por essa ideologia nefasta. Quem danado
quer ser empresário? O negócio é ser concursado. Mas pasmem,
empresário gera emprego pra população. Funcionário público não
gera porra nenhuma e ainda quando pode, fode com o empresário que
está gerando emprego. É uma inveja subconsciente. É o filho do
Penteado dizendo: “Vou meter o carimbo, foi fechar essa joça!!”.
Novamente,
sem o empresário não há imposto, sem imposto, o governo não tem
dinheiro pra empregar o burocrata. Mesmo assim o burocrata acha que
seu inimigo é o empresário. Vai entender, Jesus? Porque não desses
cerébro pra todos os seus inquilinos?
E
só falam em aumentar o Estado, achando que ao fazer isso o dinheiro
vai aparecer nas árvores. Mas se deixarmos todo o aparato econômico
nas mãos do Estado e não incentivarmos a iniciativa privada e o
empreendedorismo, nós iremos continuar dançando a dança da
falência. Desde a Rússia em 1917 até hoje, os resultados de uma
cultura de Estado forte acaba no mesmo resultado. Estado forte é
Estado pequeno. É uma formiga atômica. Estado grande é fraco e
aberto à corrupção e sangrias de dinheiro do contribuinte. Vou
martelar isso até o brasileiro entender.
Inicialmente,
em uma economia dirigista, existe um crescimento acelerado, pois o
Estado despeja dinheiro na criação dos bens de capital, gerando um
consumo comprimido. Então passa-se um tempo e o país começa a
entrar pelo cano e começa a ter problemas. Qual a solução que eles
encontram e que a história nos mostra? Opressão, autoritarismo,
todo mundo lascado e sem dinheiro, população sem direitos
políticos... E sem exceção, as elites que comandam esses países,
cada vez mais com os bolsos cheios.
Os
canalhas soviéticos da revolução Bolchevique, que conseguiram
iludir a massa de lá para derrubar os outros canalhas que lá
estavam antes deles, não fizeram diferente. A única diferença é
que com lábia e mentiras, conseguirm incutir nas cabeças da galera
que eles iriam ser livres caso vencessem as forças existentes.
Coitados, trocaram somente os senhores dos escravos, sendo estes
últimos umas dez vezes mais sanguinários. Trotsky aprendeu e
ensinou que só havia o controle através do medo. E matavam à toque
de caixa, culpados ou inocentes, para meter medo nos demais. Trotsky
era o Goebbels russo.
O
Estado bonzinho que trata o cidadão como retardado e incapaz e quer
ser o pai, a mãe, o padrastro e a amante, só gera mais despesas
públicas e mais impostos para cobrir esses gastos crescentes. A
população que acha que está recebendo de graça, não sabe que
está pagando e muito por essa suposta ajuda do governo.
Em
uma empresa, o empresário é quem gasta e quem ganha. Ele então
gasta de maneira sábia. No governo, o sujeito que gasta não é o
que ganha. Pouco amor ele tem por aquele dinheiro que ele não gerou.
Não vivíamos escutando dos nossos pais? Você tem que trabalhar pra
dar valor ao dinheiro!!! Pois bem, o Estado não dá valor nenhum ao
dinheiro que administra.
Qualquer
um sabe, se você gastar mais do que ganha, vai falir. O setor
privado também, por isso se preocupa tanto com os custos e despesas
que possuem. O governo não está nem aí. No começo do século 20,
os gastos público eram da ordem de 6% dos PIBs dos países. Hoje
chegam à 70% em alguns casos. E quem assina esse cheque, não corre
atrás de ganhar esse dinheiro. Por isso a tendencia é só piorar.
O
cidadão que acha bom as benesses do governo não sabe que ele quem
tá pagando a conta, seja com impostos, inflaçãou ou aumento da
dívida pública. E a falta de tomada de decisões ou a demora quase
eterna é proposital, causando uma suposta paralisia para analisar,
uma abulomania programada, uma estagnação canalhamente organizada.
Mas
o Penteado tem razão. Sempre tem. Se não tem, e eu acho que não
tem, mas o povo brasileiro dá um braço pra defender os lobos que se
fazem de ovelhas. Vão demorar muito ainda antes de sair da fossa...
Fabiano
Holanda, Boston, Massachussets, Junho de 2003.

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