Tuesday, 6 October 2020

A negação da escassez

O que pode ser medido, pode ser melhorado”.

Peter Drucker

O canhoto é um ser muito curioso. O mundo dele é muito fácil, sem complicações maiores no campo do sonho. Ele não projeta ser um empreendedor, criar uma empresa, isso é coisa de otário. Grande parte dos canhotos brasileiros só deseja uma coisa: ocupar um cargo público e virar um “conhecedor de tudo”. Ali ele pode morrer que já atingiu seu objetivo.

Dentro desse cargo público, como recebe todo mês sem saber de onde veio esse dinheiro, ele cria as maiores teorias à respeito da economia e de onde devemos mandar o orçamento público. Mesmo o PIB sendo, por exemplo, 200 bilhões, ele não se incomoda em gastar 100 na saúde, 100 na educação, 100 na cultura, 100 na reforma agrária, mesmo já sendo 400. Contabilidade pra um esquerdista não existe. Lógico, não precisa gastar com segurança pública, afinal, os ladrões são amigos.

A realidade para eles não passa de um vulto no retrovisor. O Muro de Berlim continua em pé. Eles ignoram o mercado. Eles tem aversão ao risco, por isso o amor ao cargo público e sua estabilidade. Eles idolatram a seguridade social, o seguro desemprego e outros benefícios que sempre excedem os recursos disponíveis. Novamente, porque se preocupar com um detalhe tão mundano? Ultrapassar o orçamento, não ultrapassar, isso não tem importância...

Mas, por causa das idéias covardes de Marx, o comunista médio, socialista, safado, como queira chamar, tem um sério problema. Ele nunca entendeu um termo que é um dos guias da economia: Escassez. Na utopia comunista original, o reinado ilusório deles só daria certo num cenário de eterna abundância de recursos. Tudo isso porque o canalha ideólogo da turminha, o preguiçoso Karl, diz que para acabar com os males do mundo, basta distribuir. Quanta imbecilidade!!

Na verdade, além da negação da escassez, o grande problema é que estamos no começo do século 21, e a discussão capitalismo x comunismo ainda se encontra lotada no século 19. O capitalismo de início cometeu alguns erros, principalmente em achar que o mercado puramente competitivo iria levar ao equilíbrio total. O capitalista clássico de antigamente, se recusou a entender as demandas dos trabalhadores e os programas sociais.

Tudo isso foi evoluído e aperfeiçoado, mas os comunistas ainda tratam como se estivessemos num passado onde cuspir no chão era bacana. Tipo vir falar que eu sou desonesto porque meu bisavô um dia roubou uma goiaba do vizinho quando tinha 11 anos.

Eles ignoram que Henry Ford mudou isso, dando altos salários por causa da produtividade aumentada com as linhas de montagem. Ford sem saber mudaria todo o espectro do planeta.

Além disso, o mundo ficou mais atento ao desemprego e a pobreza depois que sofreram na pele com a depressão de 1930. Ninguém consegue saber o que não viveu. Foi preciso o capitalismo sentir na pele pra ver um pouco como é o lado de baixo da pirâmide. A depressão foi uma grande lição aos liberais clássicos.

A partir disso surgiu então uma grande classe média, onde antes eram as massas de trabalhadores pouco qualificados. Por isso que insistir em capitalismo antes da depressão dizendo que é o mesmo de hoje, é de uma burrice sem tamanho, de uma falta de preparo intelectual que não merece que percamos tempo debatendo.

Os canhotos acreditam na mão forte do governo para corrigir os “safados” empresários e a economia, pois todos eles são maus, quando na verdade, eles são a fonte de renda do governo, através dos impostos que pagam e dos empregos que geram e seus empregados pagam também imposto de renda. É tipo cuspir no prato que te alimenta. Nunca consegui entender essa lógica.

Desde o tempo que eu sentava nos bancos da saudosa ETFRN, no auge dos meus 16 anos, eu via como eram os esquerdistas do grêmio estudantil. Já contei em outras ocasiões, mas um figurão de lá na época, em um dia que estava só comigo nos bancos redondos, perguntou se eu não podia dar pra ele o meu par de tênis Reebok, que ele sempre sonhou em ter um e não podia.

Ele me disse que sempre admirou meus tênis mas que jamais falaria na frente dos “caras”, e que por favor eu não comentasse isso com ninguém. Ali eu pude ver, na minha tenra idade, que um esquerdista adora luxo, só não gosta de se esforçar pra conseguir. Desde essa época, e falamos de 1991, eu tenho total desprezo por essa raça.

Fabiano Holanda, Montréal, abril de 2003.

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