“O
que pode ser medido, pode ser melhorado”.
Peter
Drucker
O
canhoto é um ser muito curioso. O mundo dele é muito fácil, sem
complicações maiores no campo do sonho. Ele não projeta ser um
empreendedor, criar uma empresa, isso é coisa de otário. Grande
parte dos canhotos brasileiros só deseja uma coisa: ocupar um cargo
público e virar um “conhecedor de tudo”. Ali ele pode morrer que
já atingiu seu objetivo.
Dentro
desse cargo público, como recebe todo mês sem saber de onde veio
esse dinheiro, ele cria as maiores teorias à respeito da economia e
de onde devemos mandar o orçamento público. Mesmo o PIB sendo, por
exemplo, 200 bilhões, ele não se incomoda em gastar 100 na saúde,
100 na educação, 100 na cultura, 100 na reforma agrária, mesmo já
sendo 400. Contabilidade pra um esquerdista não existe. Lógico, não
precisa gastar com segurança pública, afinal, os ladrões são
amigos.
A
realidade para eles não passa de um vulto no retrovisor. O Muro de
Berlim continua em pé. Eles ignoram o mercado. Eles tem aversão ao
risco, por isso o amor ao cargo público e sua estabilidade. Eles
idolatram a seguridade social, o seguro desemprego e outros
benefícios que sempre excedem os recursos disponíveis. Novamente,
porque se preocupar com um detalhe tão mundano? Ultrapassar o
orçamento, não ultrapassar, isso não tem importância...
Mas,
por causa das idéias covardes de Marx, o comunista médio,
socialista, safado, como queira chamar, tem um sério problema. Ele
nunca entendeu um termo que é um dos guias da economia: Escassez. Na
utopia comunista original, o reinado ilusório deles só daria certo
num cenário de eterna abundância de recursos. Tudo isso porque o
canalha ideólogo da turminha, o preguiçoso Karl, diz que para
acabar com os males do mundo, basta distribuir. Quanta imbecilidade!!
Na
verdade, além da negação da escassez, o grande problema é que
estamos no começo do século 21, e a discussão capitalismo x
comunismo ainda se encontra lotada no século 19. O capitalismo de
início cometeu alguns erros, principalmente em achar que o mercado
puramente competitivo iria levar ao equilíbrio total. O capitalista
clássico de antigamente, se recusou a entender as demandas dos
trabalhadores e os programas sociais.
Tudo
isso foi evoluído e aperfeiçoado, mas os comunistas ainda tratam
como se estivessemos num passado onde cuspir no chão era bacana.
Tipo vir falar que eu sou desonesto porque meu bisavô um dia roubou
uma goiaba do vizinho quando tinha 11 anos.
Eles
ignoram que Henry Ford mudou isso, dando altos salários por causa da
produtividade aumentada com as linhas de montagem. Ford sem saber
mudaria todo o espectro do planeta.
Além
disso, o mundo ficou mais atento ao desemprego e a pobreza depois que
sofreram na pele com a depressão de 1930. Ninguém consegue saber o
que não viveu. Foi preciso o capitalismo sentir na pele pra ver um
pouco como é o lado de baixo da pirâmide. A depressão foi uma
grande lição aos liberais clássicos.
A
partir disso surgiu então uma grande classe média, onde antes eram
as massas de trabalhadores pouco qualificados. Por isso que insistir
em capitalismo antes da depressão dizendo que é o mesmo de hoje, é
de uma burrice sem tamanho, de uma falta de preparo intelectual que
não merece que percamos tempo debatendo.
Os
canhotos acreditam na mão forte do governo para corrigir os
“safados” empresários e a economia, pois todos eles são maus,
quando na verdade, eles são a fonte de renda do governo, através
dos impostos que pagam e dos empregos que geram e seus empregados
pagam também imposto de renda. É tipo cuspir no prato que te
alimenta. Nunca consegui entender essa lógica.
Desde
o tempo que eu sentava nos bancos da saudosa ETFRN, no auge dos meus
16 anos, eu via como eram os esquerdistas do grêmio estudantil. Já
contei em outras ocasiões, mas um figurão de lá na época, em um
dia que estava só comigo nos bancos redondos, perguntou se eu não
podia dar pra ele o meu par de tênis Reebok, que ele sempre sonhou
em ter um e não podia.
Ele
me disse que sempre admirou meus tênis mas que jamais falaria na
frente dos “caras”, e que por favor eu não comentasse isso com
ninguém. Ali eu pude ver, na minha tenra idade, que um esquerdista
adora luxo, só não gosta de se esforçar pra conseguir. Desde essa
época, e falamos de 1991, eu tenho total desprezo por essa raça.
Fabiano
Holanda, Montréal, abril de 2003.

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