Tuesday, 6 October 2020

A violência nua e crua faz seu trottoir



A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano”.

João Paulo II

Sem a intenção de escrever artigo tão primoroso sobre o assunto tal qual fez o advogado e meu grande amigo Hindenberg Dutra, arrisco também entrar nesse campo, sem as ferramentas de um especialista mas com a disposição de um curioso, agoniado e frustrado como um derrotado.

Nesse artigo, publicado no periódico norterigrandense O Jornal de Hoje, o amigo Dutra relatava uma pesquisa de opinião, feito no Rio Grande do Norte, a qual apontava que o maior problema sentido pelo povo era o desemprego (35,8%), seguido pela saúde (20,1%) e em terceiro lugar, a segurança (16,9%). Eu me pergunto, será que morto trabalha ou precisa de médico?

Com a proximidade das eleições, os candidatos deveriam basear seus projetos em segurança, antes de mais nada. Ninguém aguenta mais essa falta de segurança, essa palhaçada que vemos nos jornais diariamente. É simplesmente revoltante.

Como quase todo mundo tem uma utopia, haja visto a quantidade de utópicos espalhados em turmas como PT, PC do B, PSTU e asseclas, acho que eu tenho crédito pra ter pelo menos uma meia-utopia. E minha meia-utopia seria um plano de segurança que impusesse uma mudança radical no pensar e no agir daqueles responsáveis por essa pasta.

Esse plano estaria dividido em quatro partes. Em primeiro lugar, deveriamos separar a banda podre dos órgãos policiais, isto é, exonerar os policiais que tenham antecedentes criminais, seja policial militar ou da polícia civil. Melhor ainda se fosse uma polícia só, unificada. Os próprios policiais sabem quem são a escória dentro da própria polícia. Temos que extirpar a banda podre pois o policial bandido é pior do que tudo.

Em segundo lugar, obtido êxito na primeira parte do plano, a meta seria realmente equipar, treinar e dar um verdadeiro suporte bélico, logístico e jurídico aos bons policiais, pois eles são o nosso único exército no combate aos meliantes. Não esperaos ver juízes togados, promotores, desembargadores ou ativistas dos direitos humanos com armas nas mãos em busca de bandidos, se embrenhando em matas. Só quem faz isso mesmo é a polícia. Gostem ou não.

Criou-se uma antipatia com relação à polícia, talvez devido aos maus elementos, que não fazem parte da maioria, talvez por causa da dominação cultural marxista, que enaltece bandido e ofende a ordem. Existem muitos poiciais honrados, eu mesmo conheço vários e é neles que devemos concentrar nossos esforços.

O que seria de nós sem a polícia? Quem está à frente da briga? Se a polícia fizer greve, como ficamos? Quem arrisca a vida pra tirar um marginal escondido dentro de uma casa, somente pra ajudar a dar tranquilidade à sociedade?

Terceiro lugar, com as duas etapas cumpridas, teríamos que anular de maneira eficaz a ação de um grupo chamado de direitos humanos. Esse pessoal, com uma premissa totalmente equivocada. O que leva um grupo de desocupados dessa natureza à defender bandidos e assassinos da pior espécie? Saber até sei, mas é motivo pra outra conversa.

Eles declararam guerra aos policiais e por extensão aos homen de bem da sociedade. Nós temos que ficar alegres, todos os dias, se escaparmos de um sequestro relampago ou crime mais grave e se tudo der certo e o bandido for preso, esse grupo sem caratér fará tudo para ter a certeza que esse facínora terá um hotel 5 estrelas esperando por ele.

No crime, primeira aula, o aluno tem que sair dali com o telefone de pelo menos um ativista dessa seita macabra chamada direitos humanos.

O jornalista Vicente Serejo tocou no assunto em 06 de junho, na sua coluna “Cena Urbana”. Disse ele: “... tudo isso para não falar na postura circunstancialmente equivocada dos Direitos Humanos entre nós que atua como um mecanismo inibidor. Sua voracidade na busca do policial criminoso, e com razão, não encontra o contraponto quando é o policial que é morto, agredido na sua dignidade e no seu amor próprio...”.

Acrescento, discordando em parte do jornalista, os direitos humanos já ultrapassaram o limite de circunstancialmente equivocados. Eles nao estão, eles são, equivocados.

Um caso de bastante repercussão em Natal foi o de uma jovem de nome Ísis Nóbrega, sequestrada por dois flanelinhas, em que resultou em tiros nas suas pernas e um longo processo de recuperação física e emocional, segundo a jornalista Eliana Lima.

Eis o depoimento dela com relação a tão samaritana instituição: “Eles é que sao os humanos e eu sou o bicho”, numa referencia aos seus malfeitores, que for a, protegidos pelos Direitos Humanos em Natal. Enquanto ela agonizava de dor e pavor, escapando da morte por um triz, advogados e integrandes dos Direitos Humanos faziam côro na delegacia para conseguir cela invidivual para os flanelinhas. Quanto a ela? Até hoje ninguém do chamado Direitos Humanos a procurou para nada”. (Coluna Eliana Lima, Jornal de Hoje, 26 de abril de 2002).

Quarta e última parte do plano seria uma mudança de estratégia por parte de nosso polícia. Teremos que deixar de lado a passividade e partir para a caça desses delinquentes. Eles não podem ser mais fortes que toda uma polícia e uma sociedade. Temos que parar de tratar esses animais como gente e proporcionar a terapia que eles merecem. Os assassinos estão livres, nós não estamos. É inadmissível uma patota de meia dúzia de vagabundos fazerem uma cidade inteira de boba.

Nunca me vi apoiando discursos populistas, mas me vi obrigado a concordar com o vereador Luiz Almir, que disse que bandido não é gente e tem que ser tratado como bandido.

Logo apareceu um bondoso cidadão de nome Roberto de Oliveira Monte, presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humano do RN. Esse senhor serve pra que?

Este senhor, economista, alega que devemos avaliar a situação dos bandidos, sem emoção. Ele diz que estamos cada vez mais perto da barbárie humana, onde é mais fácil trudicar o bandido do que procurar entender os seus motivos.

Meu Deus, me ajude. Entender o que, meu chapa? O que temos para entender, seu filho de uma puta?

Tudo isso esbarra na sebosa teoria behavourista, que tira a responsabilidade dos indivíduos e joga no Estado. O cara é perverso? A culpa não é dele, é do governo. Olha, vão à puta que os pariu. Até o marido traído prefere acreditar que a culpa dos chifres dele é do governo.

Como explica a crueldade de alguns assaltos, assassinando a vitima que nao reage? Matam só pelo prazer? E ainda tem gente que os defende?

Mas voltando ao senhor Monte. Vou dar um exemplo pra esse pulha saber o que temos que entender. Quando um policial vai em busca de um criminoso, este marginal, por ser um marginal, reage. E o que o senhor quer eles façam? Vamos fazer um acordo, você não atira, eu cuido bem de você?

Não, seu animal, na hora que o bandido puxa o revólver, o policial tem que reagir, pois ou reage ou morre. E está morrendo policial todos os dias.

Mas no fim de tudo, tudo gira em torno da falta de punição. Temos que criar o terror para essa bandidagem, pois hoje eles estão confortaveis demais. Sem punição, o cabaré corre generalizado. Não se cria paz somente com revólver, mas se cria com o terror, pois se o marginal não sentir que existe uma polícia que irá detonar com ele caso ele faça merda, ele irá fazer. Ele não tem limites, é um anormal.

É necessário criar um ambiente para que quem planela cometer crimes saiba que vai ser preso e se reagir, vai ser morto. Mas hoje empacamos numa turma que apoia o caos e querem a destruição da sociedade. Mas, sem a polícia, muitos juízes e heróis dos direitos humanos nem na rua sairiam...

Os Estados Unidos da América, apesar de serem a super potência que são, não se incomodam de copiar uma boa idéia, seja ela originária da China, Cuba ou Argentina. Talvez isso seja um dos seus referenciais de sucesso. Nós, ao contrário, fazemos o tipo pobre e orgulhoso e nos recusamos a copiar o que dá certo mundo afora.

Mas se quisermos podemos dar uma espiadinha, sem compromisso algum, no que foi feito pelo prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani e sua política de tolerância zero, que reduziu drasticamente os índices de criminalidade daquela localidade.

Se não mudarmos esses caminhos, o futuro será tenebroso. Deus tenha piedade de vós.

Fabiano Holanda. Montréal, Junho de 2002.

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