“A
violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida,
a liberdade do ser humano”.
João
Paulo II
Sem
a intenção de escrever artigo tão primoroso sobre o assunto tal
qual fez o advogado e meu grande amigo Hindenberg Dutra, arrisco
também entrar nesse campo, sem as ferramentas de um especialista mas
com a disposição de um curioso, agoniado e frustrado como um
derrotado.
Nesse
artigo, publicado no periódico norterigrandense O Jornal de Hoje,
o amigo Dutra relatava uma pesquisa de opinião, feito no Rio Grande
do Norte, a qual apontava que o maior problema sentido pelo povo era
o desemprego (35,8%), seguido pela saúde (20,1%) e em terceiro
lugar, a segurança (16,9%). Eu me pergunto, será que morto trabalha
ou precisa de médico?
Com
a proximidade das eleições, os candidatos deveriam basear seus
projetos em segurança, antes de mais nada. Ninguém aguenta mais
essa falta de segurança, essa palhaçada que vemos nos jornais
diariamente. É simplesmente revoltante.
Como
quase todo mundo tem uma utopia, haja visto a quantidade de utópicos
espalhados em turmas como PT, PC do B, PSTU e asseclas, acho que eu
tenho crédito pra ter pelo menos uma meia-utopia. E minha
meia-utopia seria um plano de segurança que impusesse uma mudança
radical no pensar e no agir daqueles responsáveis por essa pasta.
Esse
plano estaria dividido em quatro partes. Em primeiro lugar,
deveriamos separar a banda podre dos órgãos policiais, isto é,
exonerar os policiais que tenham antecedentes criminais, seja
policial militar ou da polícia civil. Melhor ainda se fosse uma
polícia só, unificada. Os próprios policiais sabem quem são a
escória dentro da própria polícia. Temos que extirpar a banda
podre pois o policial bandido é pior do que tudo.
Em
segundo lugar, obtido êxito na primeira parte do plano, a meta seria
realmente equipar, treinar e dar um verdadeiro suporte bélico,
logístico e jurídico aos bons policiais, pois eles são o nosso
único exército no combate aos meliantes. Não esperaos ver juízes
togados, promotores, desembargadores ou ativistas dos direitos
humanos com armas nas mãos em busca de bandidos, se embrenhando em
matas. Só quem faz isso mesmo é a polícia. Gostem ou não.
Criou-se
uma antipatia com relação à polícia, talvez devido aos maus
elementos, que não fazem parte da maioria, talvez por causa da
dominação cultural marxista, que enaltece bandido e ofende a ordem.
Existem muitos poiciais honrados, eu mesmo conheço vários e é
neles que devemos concentrar nossos esforços.
O
que seria de nós sem a polícia? Quem está à frente da briga? Se a
polícia fizer greve, como ficamos? Quem arrisca a vida pra tirar um
marginal escondido dentro de uma casa, somente pra ajudar a dar
tranquilidade à sociedade?
Terceiro
lugar, com as duas etapas cumpridas, teríamos que anular de maneira
eficaz a ação de um grupo chamado de direitos humanos. Esse
pessoal, com uma premissa totalmente equivocada. O que leva um grupo
de desocupados dessa natureza à defender bandidos e assassinos da
pior espécie? Saber até sei, mas é motivo pra outra conversa.
Eles
declararam guerra aos policiais e por extensão aos homen de bem da
sociedade. Nós temos que ficar alegres, todos os dias, se escaparmos
de um sequestro relampago ou crime mais grave e se tudo der certo e o
bandido for preso, esse grupo sem caratér fará tudo para ter a
certeza que esse facínora terá um hotel 5 estrelas esperando por
ele.
No
crime, primeira aula, o aluno tem que sair dali com o telefone de
pelo menos um ativista dessa seita macabra chamada direitos humanos.
O
jornalista Vicente Serejo tocou no assunto em 06 de junho, na sua
coluna “Cena Urbana”. Disse ele: “... tudo isso para
não falar na postura circunstancialmente equivocada dos Direitos
Humanos entre nós que atua como um mecanismo inibidor. Sua
voracidade na busca do policial criminoso, e com razão, não
encontra o contraponto quando é o policial que é morto, agredido na
sua dignidade e no seu amor próprio...”.
Acrescento,
discordando em parte do jornalista, os direitos humanos já
ultrapassaram o limite de circunstancialmente equivocados. Eles nao
estão, eles são, equivocados.
Um
caso de bastante repercussão em Natal foi o de uma jovem de nome
Ísis Nóbrega, sequestrada por dois flanelinhas, em que resultou em
tiros nas suas pernas e um longo processo de recuperação física e
emocional, segundo a jornalista Eliana Lima.
Eis
o depoimento dela com relação a tão samaritana instituição:
“Eles é que sao os humanos e eu sou o bicho”, numa referencia
aos seus malfeitores, que for a, protegidos pelos Direitos Humanos em
Natal. Enquanto ela agonizava de dor e pavor, escapando da morte por
um triz, advogados e integrandes dos Direitos Humanos faziam côro na
delegacia para conseguir cela invidivual para os flanelinhas. Quanto
a ela? Até hoje ninguém do chamado Direitos Humanos a procurou para
nada”. (Coluna Eliana Lima, Jornal de Hoje, 26 de abril de 2002).
Quarta
e última parte do plano seria uma mudança de estratégia por parte
de nosso polícia. Teremos que deixar de lado a passividade e partir
para a caça desses delinquentes. Eles não podem ser mais fortes que
toda uma polícia e uma sociedade. Temos que parar de tratar esses
animais como gente e proporcionar a terapia que eles merecem. Os
assassinos estão livres, nós não estamos. É inadmissível uma
patota de meia dúzia de vagabundos fazerem uma cidade inteira de
boba.
Nunca
me vi apoiando discursos populistas, mas me vi obrigado a concordar
com o vereador Luiz Almir, que disse que bandido não é gente e tem
que ser tratado como bandido.
Logo
apareceu um bondoso cidadão de nome Roberto de Oliveira Monte,
presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humano do RN. Esse
senhor serve pra que?
Este
senhor, economista, alega que devemos avaliar a situação dos
bandidos, sem emoção. Ele diz que estamos cada vez mais perto da
barbárie humana, onde é mais fácil trudicar o bandido do que
procurar entender os seus motivos.
Meu
Deus, me ajude. Entender o que, meu chapa? O que temos para entender,
seu filho de uma puta?
Tudo
isso esbarra na sebosa teoria behavourista, que tira a
responsabilidade dos indivíduos e joga no Estado. O cara é
perverso? A culpa não é dele, é do governo. Olha, vão à puta que
os pariu. Até o marido traído prefere acreditar que a culpa dos
chifres dele é do governo.
Como
explica a crueldade de alguns assaltos, assassinando a vitima que nao
reage? Matam só pelo prazer? E ainda tem gente que os defende?
Mas
voltando ao senhor Monte. Vou dar um exemplo pra esse pulha saber o
que temos que entender. Quando um policial vai em busca de um
criminoso, este marginal, por ser um marginal, reage. E o que o
senhor quer eles façam? Vamos fazer um acordo, você não atira, eu
cuido bem de você?
Não,
seu animal, na hora que o bandido puxa o revólver, o policial tem
que reagir, pois ou reage ou morre. E está morrendo policial todos
os dias.
Mas
no fim de tudo, tudo gira em torno da falta de punição. Temos que
criar o terror para essa bandidagem, pois hoje eles estão
confortaveis demais. Sem punição, o cabaré corre generalizado. Não
se cria paz somente com revólver, mas se cria com o terror, pois se
o marginal não sentir que existe uma polícia que irá detonar com
ele caso ele faça merda, ele irá fazer. Ele não tem limites, é um
anormal.
É
necessário criar um ambiente para que quem planela cometer crimes
saiba que vai ser preso e se reagir, vai ser morto. Mas hoje
empacamos numa turma que apoia o caos e querem a destruição da
sociedade. Mas, sem a polícia, muitos juízes e heróis dos direitos
humanos nem na rua sairiam...
Os
Estados Unidos da América, apesar de serem a super potência que
são, não se incomodam de copiar uma boa idéia, seja ela originária
da China, Cuba ou Argentina. Talvez isso seja um dos seus
referenciais de sucesso. Nós, ao contrário, fazemos o tipo pobre e
orgulhoso e nos recusamos a copiar o que dá certo mundo afora.
Mas
se quisermos podemos dar uma espiadinha, sem compromisso algum, no
que foi feito pelo prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani e sua
política de tolerância zero, que reduziu drasticamente os índices
de criminalidade daquela localidade.
Se
não mudarmos esses caminhos, o futuro será tenebroso. Deus tenha
piedade de vós.
Fabiano
Holanda. Montréal, Junho de 2002.

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