Tuesday, 6 October 2020

Esmola pra um homem são

Uma esmola pra um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”

Luiz Gonzaga e Zé Dantas

Vamos dizer que ninguém conhece a intenção de nenhum canalha esquerdista que chega ao poder em um determinado local. Seu jogo é dizer que é bonzinho e que está preocupado com os pobres e que vai ajudar a massa a combater os ricos e dar aos pobres toda esmola que puder. Lógico, toda a massa de pobres vira seu amigo natural. Não sabem os pobres diabos que eles acabaram de cair no golpe. Eles irão fuder o país, subtraindo tudo o que puderem e irão dar parte disso em forma de WELFARE para os incautos.

Só que isso não se sustenta por muito tempo. Logo a casa cai. As contas não fecham. Os canalhas não dão a mínima para a regra básica de escassez dos recursos. Antes se conhecia muito bem a escassez, inclusive a religião valorizava muito a noção de caridade, justamente por isso. Mas até que apareceu o Anti-Cristo chamado Marx, que nunca trabalhou na vida, colocou na cabeça dos imbecis que deveriamos acabar com a propriedade privada dos meios de produção e com isso, quem seguisse suas idéias macabras, iria promover fartura para todos. Ninguém sabia como, mas os fudidos caíam. E os pilantrões do topo dos partidos viviam nababescamente, jogando as migalhas pra massa. Como dizia Lenin: “Eles comerão as migalhas que caírem das nossas mesas”.

Pra completar o chafurdo, veio um cara chamado Keynes e disse que para acabar com a recessão e o desemprego, bastava estimular a demanda agregada. E para freiar a inflação, bastava fazer o contrário. Ora, isso se tornou popular demais nos governos. O que poderia agradar mais aos políticos do que gastar o dinheiro do contribuinte e ainda ser aplaudido por isso? Em detrimento das idéias de sacrifício, de fazer orçamento e de fazer poupança, o bom depois de Keynes era gastar.

Os países começaram a ver em pouco tempo que isso não era legal. Mesmo países como Estados Unidos, Inglaterra e grande parte da Europa pensaram: Isso tá dando merda!! Por que estamos fazendo isso? Então apareceu Margareth Tatcher e Ronald Reagan e alteraram a história do Reino Unido e Estados Unidos.

O problema com as assistências sociais e gastos é que eles não tem fim. Eles aumentam sem limites. Não param de crescer e com isso, os custos sobem sem parar. E a relação do dinheiro gasto e o resultado obtido nunca é igual. Gasta-se uma fortuna pra um resultado pífio. Além disso, incentiva-se a ineficiencia e o descaso pelos gastos, uma vez que dinheiro público não é de ninguém. Gera também na sociedade a cultura da dependência, ou seja, fazer o que Marx fazia, viver sem trabalhar ou fazer força.

A idéia de Marx foi muito bem estruturada. Lógico que o número de pobres é maior do que o de ricos. Assim, o mito socialista diz que o negócio era tomar o dinheiro desses poucos ricos e passar pros muitos pobres. Nos países onde as pessoas são mais inteligentes, descobriram logo que isso não dava certo. Perceberam que eles que estavam pagando pelas farras e luxos de uns poucos pilantras e disseram não.

A esquerda também planejou a destruição das famílias para manter o caos e poder dizer que são eles que vão ajudar. Eles pregam mudanças de hábitos, viadagens, cornagens e rebeldia de jovens. A destruição das famílias tem um papel prepoderante na dependência de pessoas nas tetas do Estado. Às vezes chegando a 3, 4 gerações da mesma família, que dependem de esmola do governo para viver. É a inoperância passada de pai pra filho.

Nos lugares mais pobres dos Estados Unidos, na década passada, quase 80% das famílias sobreviviam sem o pai e mais da metade delas dependia do welfare para fechar as contas. Isso dava quase 10 milhões de menores recebendo ajuda governamental, além de outro meio milhão que eram abandonados. Custavam cerca de 60 mil dólares por ano ao Estado por cada um.

Entre os negros o quadro era ainda pior. 70% das mulheres tinham filhos fora do casamento, e 45% dos presos do país eram negros. A dependencia alimenta o ressentimento e deteriora os valores da sociedade. O efeito é contrário ao que se apregoa. Quanto mais esmola, mais merda gera. Os bolsões só crescem. Elevar moral do ser humano, dar a ele condições de vencer e mostrar que todos são capazes não é o papel da esquerda e da imprensa.

Além do efeito moral, só para se ter uma idéia de como são nocivos os gastos com assistência e programas populistas, a dívida dos Estados Unidos saiu de 436 milhões de dólares em 1972 para 4 trilhões de dólares em 1994. No final dos anos 80, os gastos sociais chegaram a 18% do PIB nos Estados Unidos e Japão, 25% no Reino Unido e cerca de 40% na Alemanha, países baixos, Dinamarca e Suécia.

Reagan disse que o melhor programa social é o emprego. Preferem acreditar em Marx. Enquanto isso, aquele que não levanta cedo e busca o seu, não tem o controle do seu próprio destino e o deixa nas mãos daqueles que menos querem vê-lo bem, apesar de dizerem que sim. É uma pena. A preguiça e o mal caratismo tem mais apêlo do que o esforço. Vencer essa guerra é impossível!!

Escrito em Montréal, em outubro de 2003.

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