“Juramos
todos os americanos de morte, sem distinção entre civis e
militares”.
Osama
Bin Laden
Completou
um ano do ataque terrorista utlizando aeronaves civis contra as
torres gêmeas no coração de Manhatthan. Sem sombra de nenhuma
dúvida, estas foram as imagens mais impressionanrtes que eu tive a
oportunidade de vizualizar. Eu tinha voado baixo sobre New York
City um mês antes do ocorrido, indo de férias pro Brasil, pois
fiz escala em Newark, em New Jersey, Hub da Continental
Airlines. Newark é praticamente um subúrbio de New
York City.
Este
vôo baixo me permitiu perceber como eram imponentes e belas as
torres gêmeas do World Trade Center. Na volta ao Canadá, meu
vôo estava marcado para o dia 11 de setembro, o que só não ocorreu
devido ao fechamento dos aeroportos. O vôo foi mudado pro dia 13 de
setembro e o trajeto foi igual, com a mesma escala. A fumaça ainda
saía do lugar onde eram localizados esses dois prédios monumentais.
Cheguei em Montréal abalado, sem querer falar muito e notando que o
mundo havia mudado depois desses ataques. E mudado muito.
Com
a minha proximidade geográfica e envolvimento involuntário e casual
com o ocorrido, eu me sentia mais abalado ainda. Um ano depois, para
mim, foi uma coisa tão grandiosamente destruidora que seria até
difícil e prepotente tentar imaginar as causas e o início desse
verdadeiro bombardeio em plena Big Apple e ao Pentágono,
centro nervoso militar americano.
Uns
alegam que tudo isso foi merecido, que foi produto da política
externa devastadora e imperialista americana, principalmente no
Oriente Médio. Do meu lado, acredito que essa política possa até
influenciar nessa decisão, incentivando e disfarçando o verdadeiro
motivo causador desse e de outros ataques terroristas espalhados por
todo o planeta: O fanatismo religioso.
O
que se sabe é que a cada dia esses fanáticos ganham mais terreno e
conquistam mais reivindicações através do terror. E o mundo está
cedendo, tendo a vã ilusão que esses fanáticos cessarão com esses
métodos e pararão de explodir tudo o que querem. Quanta
ingenuidade, batman!!!
Nunca
vi psiquiatras negociando e cedendo chantagens a loucos. Além do
que, em time que se está ganhando, não se mexe. Se estão
conseguindo o que querem, porque iriam mudar? Isso só aconteceria se
o mundo se tornasse uma imensa mesquita, repleta de cordeirinhos
dispostos a obedecer sem questionar e a matar ou morrer em nome de
Alá. Ou de Arafat.
Dia
9 de setembro último, só pra citar um exemplo do que tento mostrar,
palestinos quebraram toda uma ala da Concordia University, aqui em
Montréal, porque o ex-ministro israelense Benjami Netanyahu iria
proferir uma palestra naquela universidade. Isso dois dias apenas de
completar um ano do 11 de setembro.
Netanyahu
nem conseguiu chegar ao auditório. Pancadaria, vidros quebrados,
confronto com a polícia e outras selvagerias mais, expulsaram o
ex-ministro de Israel de Montréal e o obrigaram à seguir viagem pra
Ottawa, às pressas.
O
reitor da universidade foi demitido, os estudantes se revoltaram com
a falta de segurança e o prefeito de Montréal assumiu a culpa e
disse que coisas desse tipo não irão mais se repetir, pois todo
mundo tem o direito de exercer seu direito de expressão. Quase um
incidente internacional. Até o primeiro ministro canadense Jean
Chrétien foi encontrar com Netanyahu para pedir desculpas
pessoalmente. Tudo ocorreu por aqui, inclusive o fato de que os
lunáticos mais uma vez conseguiram o que queriam.
E
assim eles vão levando. Uma conquista aqui, uma bombinha ali, um
prediozinho que cai ali, um homem bomba que mata 20 num restaurante
acolá... tornou-se comum e normal ouvir que um homem detonou uma
bomba num recinto qualquer. “Morreram quantos?”, pergunta
um. “Só sete dessa vez, ainda bem!”, responde outro.
E
enquanto isso, a grande massa de intelectuais continua sempre se
ocupando de acusar os Estados Unidos de tudo isso. Vamos com calma,
meus caros gênios de botequim. Aposto que a maioria desses nunca viu
nem um palestino de perto.
Da
mesma forma que nós somos educados pra casar, estudar, ter filhos,
conseguir um bom emprego, enfim, nos esforçamos para termos algo de
bom para nós mesmos e para nossa família, grande parte desses
fanáticos são educados para morer e matar pela causa, sem
questionar.
Para
nós o sucesso é conseguirmos comprar uma casa, obter um diploma,
casar, ter filhos, etc. Para eles o sucesso é ser escolhido pra
participar de um grande ato terrorista e morrer em nome do Deus
deles.
E
não me falem que eles não podem ter uma casa, estudar, essas
coisas, pois pelo que sabemos, os participantes do ataque ao World
Trade Center eram pessoas de famílias muito bem sucedidas. A questão
é mais embaixo. A coisa está no sangue desses fanáticos.
E
o fanático é um imbecil que possui sua verdade universal. É um
idiota que não se pode argumentar, como todo idiota, pois nossas
palavras e argumentos são em vão. O fanático diz que “é”e
pronto. Ele não justifica, ele apenas é. Ele é o fim de todo
professor, salvo o dele.
E
não estou falando de todo muçulmano, pois nem todos são fanáticos.
Falo dos muçulmanos fanáticos, que são muitos. É impossível
deixar de notar o fundamentalismo e extremismo de grande parte da
população do Irã, Iraque, Iêmen, Afeganistão e outros.
A
religião sempre me deixou uma impressão de benfeitora social, mas
do que qualquer outra coisa. Melhor um indívíduo sem rumo eatar
envolvido nas atividades da Igreja do que estar matando, roubando ou
estuprando.
Mesmo
que seja uma igreja tipo a Universal do Reino de Deus. Lá, por
exemplo, os fiéia só fazem mal a eles mesmos e no máximo, nos
importunam na rua, pregando a palavra do senhor com aqueles pequenos
panfletos. Mas isso soa até engraçado se observarmos a maneira que
os fiéis do islã nos importunam.
Nessas
outras igrejas, eles tentam nos arrebanhar ora sua religião através
da palavra. No fundamentalismo islâmico, através do terror e da
intimidação.
Os
Estados Unidos estão se preparando para outra vez atacar o Iraque e
depor o seu ditador, o Maníaco de Bigode, Saddam Hussein, aquele que
em nome do poder mata até seus familiares. O secretário de defesa
norte-americano Donald Rumsfeld comparou a recém campanha de Bush
contra Saddam com a campanha empreendida por Churchill contra Hitler.
Não
se sabe quanto de exagero há contido nessa comparação, mas que
fique o alerta para o que se está tramando no mundo extremista
islâmico contr os Estados Unidos e o ocidente em geral. Acredito que
naquela época ninguém punha muita fé em Hitler também.
O
mundo está em cima de um barril de pólvora prestes a explodir.
Historiadores, políticos e algumas cabeças pensantes estão em
estado de alerta. Até o canalha comunista Eric Hobsbawn compara os
atentados ao WTC ao assassinato do arqueduque austríaco Francisco
Ferdinando, o que culminou com a Primeira Guerra Mundial. Da mesma
forma, ele compara os mesmos atentados ao ataque de Pearl Harbor, que
fez com que os Estados Unidos entrassem na Segunda Guerra Mundial.
Antes
a luta era dos aliados contra o nazismo e o fascismo. Agora os
aliados se voltam contra o islamismo. Os elementos detonadores de que
precisam eles já possuem. Só nos resta agora esperar.
Nesse
cenário sinistro e com tendências mais negativas ainda, conseguimos
encontrar pessoas dispostas a colocar filhos no mundo. É muita
maldade. E se tudo isso não bastasse, ainte tem Lula com chances de
ganhar pra presidente do Brasil... E haja terror!!!
Fabiano
Holanda, Montréal, Setembro de 2002.

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