Tuesday, 6 October 2020

O dia em que a terra parou

Juramos todos os americanos de morte, sem distinção entre civis e militares”.

Osama Bin Laden

Completou um ano do ataque terrorista utlizando aeronaves civis contra as torres gêmeas no coração de Manhatthan. Sem sombra de nenhuma dúvida, estas foram as imagens mais impressionanrtes que eu tive a oportunidade de vizualizar. Eu tinha voado baixo sobre New York City um mês antes do ocorrido, indo de férias pro Brasil, pois fiz escala em Newark, em New Jersey, Hub da Continental Airlines. Newark é praticamente um subúrbio de New York City.

Este vôo baixo me permitiu perceber como eram imponentes e belas as torres gêmeas do World Trade Center. Na volta ao Canadá, meu vôo estava marcado para o dia 11 de setembro, o que só não ocorreu devido ao fechamento dos aeroportos. O vôo foi mudado pro dia 13 de setembro e o trajeto foi igual, com a mesma escala. A fumaça ainda saía do lugar onde eram localizados esses dois prédios monumentais. Cheguei em Montréal abalado, sem querer falar muito e notando que o mundo havia mudado depois desses ataques. E mudado muito.

Com a minha proximidade geográfica e envolvimento involuntário e casual com o ocorrido, eu me sentia mais abalado ainda. Um ano depois, para mim, foi uma coisa tão grandiosamente destruidora que seria até difícil e prepotente tentar imaginar as causas e o início desse verdadeiro bombardeio em plena Big Apple e ao Pentágono, centro nervoso militar americano.

Uns alegam que tudo isso foi merecido, que foi produto da política externa devastadora e imperialista americana, principalmente no Oriente Médio. Do meu lado, acredito que essa política possa até influenciar nessa decisão, incentivando e disfarçando o verdadeiro motivo causador desse e de outros ataques terroristas espalhados por todo o planeta: O fanatismo religioso.

O que se sabe é que a cada dia esses fanáticos ganham mais terreno e conquistam mais reivindicações através do terror. E o mundo está cedendo, tendo a vã ilusão que esses fanáticos cessarão com esses métodos e pararão de explodir tudo o que querem. Quanta ingenuidade, batman!!!

Nunca vi psiquiatras negociando e cedendo chantagens a loucos. Além do que, em time que se está ganhando, não se mexe. Se estão conseguindo o que querem, porque iriam mudar? Isso só aconteceria se o mundo se tornasse uma imensa mesquita, repleta de cordeirinhos dispostos a obedecer sem questionar e a matar ou morrer em nome de Alá. Ou de Arafat.

Dia 9 de setembro último, só pra citar um exemplo do que tento mostrar, palestinos quebraram toda uma ala da Concordia University, aqui em Montréal, porque o ex-ministro israelense Benjami Netanyahu iria proferir uma palestra naquela universidade. Isso dois dias apenas de completar um ano do 11 de setembro.

Netanyahu nem conseguiu chegar ao auditório. Pancadaria, vidros quebrados, confronto com a polícia e outras selvagerias mais, expulsaram o ex-ministro de Israel de Montréal e o obrigaram à seguir viagem pra Ottawa, às pressas.

O reitor da universidade foi demitido, os estudantes se revoltaram com a falta de segurança e o prefeito de Montréal assumiu a culpa e disse que coisas desse tipo não irão mais se repetir, pois todo mundo tem o direito de exercer seu direito de expressão. Quase um incidente internacional. Até o primeiro ministro canadense Jean Chrétien foi encontrar com Netanyahu para pedir desculpas pessoalmente. Tudo ocorreu por aqui, inclusive o fato de que os lunáticos mais uma vez conseguiram o que queriam.

E assim eles vão levando. Uma conquista aqui, uma bombinha ali, um prediozinho que cai ali, um homem bomba que mata 20 num restaurante acolá... tornou-se comum e normal ouvir que um homem detonou uma bomba num recinto qualquer. “Morreram quantos?”, pergunta um. “Só sete dessa vez, ainda bem!”, responde outro.

E enquanto isso, a grande massa de intelectuais continua sempre se ocupando de acusar os Estados Unidos de tudo isso. Vamos com calma, meus caros gênios de botequim. Aposto que a maioria desses nunca viu nem um palestino de perto.

Da mesma forma que nós somos educados pra casar, estudar, ter filhos, conseguir um bom emprego, enfim, nos esforçamos para termos algo de bom para nós mesmos e para nossa família, grande parte desses fanáticos são educados para morer e matar pela causa, sem questionar.

Para nós o sucesso é conseguirmos comprar uma casa, obter um diploma, casar, ter filhos, etc. Para eles o sucesso é ser escolhido pra participar de um grande ato terrorista e morrer em nome do Deus deles.

E não me falem que eles não podem ter uma casa, estudar, essas coisas, pois pelo que sabemos, os participantes do ataque ao World Trade Center eram pessoas de famílias muito bem sucedidas. A questão é mais embaixo. A coisa está no sangue desses fanáticos.

E o fanático é um imbecil que possui sua verdade universal. É um idiota que não se pode argumentar, como todo idiota, pois nossas palavras e argumentos são em vão. O fanático diz que “é”e pronto. Ele não justifica, ele apenas é. Ele é o fim de todo professor, salvo o dele.

E não estou falando de todo muçulmano, pois nem todos são fanáticos. Falo dos muçulmanos fanáticos, que são muitos. É impossível deixar de notar o fundamentalismo e extremismo de grande parte da população do Irã, Iraque, Iêmen, Afeganistão e outros.

A religião sempre me deixou uma impressão de benfeitora social, mas do que qualquer outra coisa. Melhor um indívíduo sem rumo eatar envolvido nas atividades da Igreja do que estar matando, roubando ou estuprando.

Mesmo que seja uma igreja tipo a Universal do Reino de Deus. Lá, por exemplo, os fiéia só fazem mal a eles mesmos e no máximo, nos importunam na rua, pregando a palavra do senhor com aqueles pequenos panfletos. Mas isso soa até engraçado se observarmos a maneira que os fiéis do islã nos importunam.

Nessas outras igrejas, eles tentam nos arrebanhar ora sua religião através da palavra. No fundamentalismo islâmico, através do terror e da intimidação.

Os Estados Unidos estão se preparando para outra vez atacar o Iraque e depor o seu ditador, o Maníaco de Bigode, Saddam Hussein, aquele que em nome do poder mata até seus familiares. O secretário de defesa norte-americano Donald Rumsfeld comparou a recém campanha de Bush contra Saddam com a campanha empreendida por Churchill contra Hitler.

Não se sabe quanto de exagero há contido nessa comparação, mas que fique o alerta para o que se está tramando no mundo extremista islâmico contr os Estados Unidos e o ocidente em geral. Acredito que naquela época ninguém punha muita fé em Hitler também.

O mundo está em cima de um barril de pólvora prestes a explodir. Historiadores, políticos e algumas cabeças pensantes estão em estado de alerta. Até o canalha comunista Eric Hobsbawn compara os atentados ao WTC ao assassinato do arqueduque austríaco Francisco Ferdinando, o que culminou com a Primeira Guerra Mundial. Da mesma forma, ele compara os mesmos atentados ao ataque de Pearl Harbor, que fez com que os Estados Unidos entrassem na Segunda Guerra Mundial.

Antes a luta era dos aliados contra o nazismo e o fascismo. Agora os aliados se voltam contra o islamismo. Os elementos detonadores de que precisam eles já possuem. Só nos resta agora esperar.

Nesse cenário sinistro e com tendências mais negativas ainda, conseguimos encontrar pessoas dispostas a colocar filhos no mundo. É muita maldade. E se tudo isso não bastasse, ainte tem Lula com chances de ganhar pra presidente do Brasil... E haja terror!!!

Fabiano Holanda, Montréal, Setembro de 2002.

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