Como num ato de sadismo extremo, o seu Omar obrigava Bal a ir pegar o cinturão toda vez que ele julgava ser necessário dar uma surra nele. Em uma dessas noites de surra anunciada, Bal foi buscar o cinto pra apanhar.
Chegando ao quarto onde o cinturão estava pendurado, ele avistou um cinto felpudo de roupão e rapidamente imaginou que apanhar com o cinto fofo doeria menos. Não teve duvidas, agarrou o bicho e levou pro pai.
Seu Omar, ao avistar aquele cinto de roupão nas mãos do filho, não se conteve e começou a rir. Mas como era velha raposa, não podia perder a moral e sentenciou:
- “Vou lhe dar o direito de escolha por você ter se mostrado um sujeito inteligente. Você prefere 50 cintadas com esse cinto do roupão ou 10 com o cinturão de couro?”
Bal, sabendo que mesmo sendo fofinho, 50 laboradas não são fáceis e optou pelo velho método a qual estava acostumado. Foi destrocar os cintos e novamente foi dormir com couro quente, pois mesmo com a brincadeira, a punição não foi suspensa.
Fabiano Holanda, Brampton, Fevereiro de 2005.
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