Outro dia, Eu e Bal estávamos andando pelas ruas de Morro Branco e nos deparamos com o Seu Omar, que passava sério e calado no gol branco da Secretária da Fazenda, pois o mesmo era fiscal de renda.Ao avistar o pai, Bal acena, numa tentativa de fazer com que o pai acenasse de volta. Sem sucesso, ele começa a gritar, e mesmo assim não é correspondido. Alem dos gritos, ele começa a pular e mexer os braços, num gesto parecido com alguém que está se afogando.
Seu Omar que a tudo assistia impassível, somente acompanhou aquele triste espetáculo com a vista e foi embora, sem sequer dar um balançar de cabeça pra Bal.
Chegando em casa, Bal injuriado foi questionar o pai o porque dele não falar com ele na rua, queria saber se ele estava com raiva dele por algum motivo, que ele poderia se explicar pra atenuar a raiva do pai ou qualquer coisa assim.
Foi então que Seu Omar respondeu pra Bal numa lógica simples, comum somente aos gênios:
- Aníbal, eu falo com você toda hora em casa, porque haveria de falar também na rua? Quem você pensa que é, alguma estrela de Hollywood pra ter toda essa atenção?
Fabiano Holanda, Brampton, Fevereiro de 2005.
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