Todo advogado de canalha se defende alegando que todos têm o direito de defesa. Me pergunto quando que surgiu e quem foi o jurista esperto o suficiente pra criar esse ideia e fazer com que tanto a sua própria classe quanto a população não apedreje até a morte um advogado que defende, por exemplo, um pai que jogou a filha pela janela. No meu ponto de vista pré-histórico, tanto o pai quanto o advogado que teima em defendê-lo são dois crápulas da mesma qualidade.
Houve um caso aqui no Canada de uma menina de 5 anos chamada Phoenix Sinclair, que foi morta pela mãe e pelo namorado da mesma, numa localidade ao norte de Winnipeg, na província de Manitoba, em Junho de 2005. A criança habitava no porão da casa da família, sozinha, e lá, como todo porão que não tem acabamento, o piso é de cimento e bem gelado. E foi lá nesse porão que ela morreu, depois de uma surra final.
O advogado da mãe e do padrasto estava querendo provar no tribunal, que a menina ficava no porão por vontade própria e que não era mantida lá embaixo à força. Você já pensou um negócio desses? Qual criança ficaria num porão frio, sem piso, porque quer?
Mike Cook, o advogado da mãe e do padrasto, alega que ela ficava no porão pra escapar das surras homéricas e dos estrangulamentos que sofria vindos da mãezinha e do padrasto. Então, o advogado alega que Phoenix ficava lá no porão sozinha pra ficar longe dos agressores. São tão bonzinhos que a morte da menina só foi descoberta nove meses depois e por acaso.
Porque o canalha do senhor Mike Cook quer provar que ela não ficou mantida no porão pela mãe e pelo namorado dela e sim ficou por vontade própria? Porque pelas leis canadenses, um assassinato cometido por uma pessoa junto a outra que estava presa, eleva o crime à assassinato de primeiro grau, ao invés de assassinato de segundo grau e no primeiro caso, a pena é de prisão perpétua, que é a pena que os dois elementos receberam. Mike Cook estava recorrendo da pena, mas graças a Deus não foi bem sucedido.
Testemunhas no tribunal disseram que a menina levava socos na cara quase todo dia, alem de receber chutes e tiros com espingarda da ar comprimido. E esses “carinhos” eram praticados pela mãe, não somente pelo namorado dela. Pra não atrapalhar os pombinhos, ela era obrigada a dormir no chão frio do porão, chorando.
Como estratégia, o senhor Cook disse que não existia porta do porão pro primeiro andar e por isso a menina não subia porque não queria. Ora, vejam só, você quer uma porta maior do que o medo de levar um chute na cara? E ainda sendo uma criança indefesa? E alem de tudo, você quer uma maldade maior do que PERMITIR que a criança dormisse no chão gelado de um basement? Não estamos falando de Natal ou Caicó, estamos falando de um dos lugares mais frios do planeta terra, onde se registra temperaturas de até 40 graus negativos.
Felizmente, os juízes não concordaram muito com a ideia de Cook, que logicamente, nem ele mesmo concorda, só o faz pra cumprir o seu papel de ganhar dinheiro representando um ato ridículo.
A criança, durante toda sua curta vida aqui na terra, teve várias vezes muitos dos seus ossos partidos, foi atestado na autópsia. E mesmo depois da morte, a mãe e o namorado continuavam listando a menina pra continuar ganhando mais dinheiro do welfare. Eles só foram descobertos pois tentaram colocar outra criança no lugar de Phoenix pro agente do welfare que foi visita-los e foi aí que foram descobertos e presos.
Agora, diante de um caso desses, o senhor Mike Cook teria mesmo que defender um casal lixo desses? Não tem mesmo outra forma mais decente dele ganhar dinheiro? Eu na minha pequena cabecinha não consigo visualizar essa desculpa usada pelos advogados. Vai saber. Vai ver que eles estão certos. Errado estou eu. Às vezes, o mundo gera mais ânsia de vômito do que uma comida estragada. Como uma prostituta, pagou, eles trabalham pra um assassino, sem discriminação.
Fabiano Holanda, outubro
de 2007, Mississauga, ON.

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