Friday, 7 May 2021

Crianças brincando

 


A grande vantagem de ser pai de gêmeas é que uma faz companhia pra outra. Minha companhia é apreciada na hora da brincadeira, querida, mas o negócio mesmo é uma tá brincando com a outra. E brigando também, lógico. Elas gostam da minha companhia, mas se eu não tiver por lá na hora dos brinquedos, elas estão felizes do mesmo jeito. Eu que tenho que me inserir e arrancar sorrisos.

Esse é o segundo inverno delas. Tem um ano e meio de vida. Tudo que eu vejo nas lojas eu compro pra elas brincarem. Um pula pula no meio da sala. Uma piscina de plástico. Um urso gigante de pelúcia. Cadeiras. Camas de bonecas. Barbies. Uma infinidade de coisas. Eu não tenho mais onde colocar brinquedos. A casa está sempre bagunçada e essa bagunça me traz uma paz incrível.

Incrível como a gente repete as coisas que vivemos. Ao chegar em casa, eu abro a porta sem fazer barulho. Uma vez dentro, dou um assobio que é um toque único criado por mim. Do mesmo jeito que meu pai fazia quando eu era pequeno. Logo que o assobio é dado, começa a corrida das duas pra ver quem chega primeiro pra abraçar minha perna. Não importa a colocação da corrida, Amanda abraça minha perna esquerda e Luisa abraça minha perna direita. E olham pra cima e me brindam com seus sorrisos e alegria por me ver.

Ato contínuo, eu as levanto, uma em cada braço e vou dando beijo nas duas, alternadamente, até colocá-las deitadas no sofá e ficar soprando na barriga delas, fazendo barulho e cócegas. Deus, eu não sei se mereço essa felicidade. Chegar em casa é uma alegria pra elas, acho que a segurança delas aumenta, talvez, não sei. Mas pra mim é a recarga de energias. É a resetagem de todos os problemas que tive naquele dia. A pele, o sorriso, o cheiro, o cabelo, a mãozinha, a respiração…tudo isso são provas da existência de Deus, da graça, da vida. Do elixir que nem todos têm o prazer de tomar.

E eu me sento pra vê-las brincar. Como naquela música dos Rolling Stones, as tears go by, eu sento e choro apenas vendo-as brincar. Choro enquanto elas sorriem. Hoje eu tenho uma vida confortável, graças a Deus dinheiro não é minha preocupação, mas não é aí que mora minha riqueza. Minha riqueza está ali sentada no chão. E como diz também lá, as brincadeiras que elas pensam que são novas, eu já brincava quando era pequeno e provavelmente meu bisavô também, quando pequeno.

Automaticamente me transporto para a minha própria infância. Meu pai ainda não veio conhecê-las. Minha mãe estava quando do nascimento. Quero muito que elas conheçam e tenham apêgo aos meus pais, mais ou menos como tive com vovô Oliveira e vovó Vanda. Minha próxima tarefa será retirar esse bubu. Meus planos são pra quando elas tiverem dois anos de idade.

Eu sempre gosto de beber no final de semana. Coloco meus DVDs no volume máximo da TV (como dizia a Legião Urbana: ouça no volume máximo) e as meninas se divertem. Dançam, riem e adormecem em cima de cima quando a bateria do corpo acaba. Sem som elas não gostam, não dormem. Eu não quero mais nada dessa vida. Já tenho tudo!! Que venha 2008, que eu continue vivo e com saúde pra curtir minhas filhas amadas e aprender com elas a cada dia a ser uma pessoa melhor!!

Fabiano Holanda, Dezembro de 2007, Mississauga, ON.

Wednesday, 5 May 2021

Forasteiro

 


A vida de imigrante é completamente diferente da vida de uma pessoa que nasceu naquele local. Quando uma pessoa diz : “Venceu na vida mesmo vindo de fora”, ele está dizendo justamente o contrário. Venceu na vida porque veio de fora, é o que deveria ser a frase certa. Eu nunca havia saído da minha casa pra longas durações. Resolvi ir fazer o curso de francês intensivo na Universidade de Montreal. Eu não conhecia ninguém além de Zumel, não tinha dinheiro, não tinha vida social, não tinha programação, não tinha convites, não tinha festas pra ir, aniversários, casamentos ou até mesmo funerais.

A minha vida se resumia a ir pro curso de manhã cedo, almoçar numa pizzaria perto da universidade, pois não tinha muito tempo de almoço, voltar pra aula à tarde e depois ir pra casa. Uma vez em casa, eu me trancava no quarto e ia estudar. Estudar. Estudar. Estudar. Dormir. Repetir tudo de novo. No final de semana era pior. Quando o padre não chamava pra mostrar a a cidade, era o sábado e o domingo inteiro no quarto. Estudando. Estudando. Estudando.

Por falar no almoço, todos os dias eu comia a mesma coisa. Duas fatias de pizza de pepperoni e uma Coca cola em lata. Dava cinco dólares, eu dava seis pra completar a gorjeta. A lanchonete era meio piso de profundidade do chão da rua e eu descia uns quatro degraus. Era um oásis pra o frio infernal do inverno. O dono, um careca alto, forte e de bigode da Romênia, ficava rindo porque eu pedia Ketchup e maionese na pizza. E ficamos amigos. Amigos é maneira de falar. Ele falava e eu respondia com risos e caras, fingindo entender o que ele falava.

Assim, com exceção dos colegas de sala do francês, minha única referência do lugar era o romeno. Acabava a aula, ia pra casa. E estudava. E fazia exercícios. Apagava e fazia de novo. Numa dessas, percebi que tinha um rádio relógio no quarto. Procurei uma rádio e caí numa de rock antigo. Nem FM era. Era AM. Mas rock antigo mesmo. Só tocava anos 50 e 60. Pronto, eu não desligava mais esse rádio. Era 24 horas ligado. O engraçado é que todas aquelas músicas me eram familiares.

Mas enquanto eu estava trancado dentro de casa com meu rádio relógio e meus livros de francês, gramática e passé composé, todos os outros da minha sala saiam, tinham família, amigos, vida social. Todos o meus deveres estavam feitos. Os deles nunca estavam. Eu sabia conjugar os verbos. Eles quase nunca.

Quando eu comecei a trabalhar, eu aceitava todo horário. Final de semana, noite, feriado. Eles não. Eu não tinha o que fazer, então o melhor era trabalhar. Eles tinham o que fazer e trabalhar tanto não era nem uma opção e nem uma vontade. A falta de vida social do imigrante é sua maior força. Evidentemente que ao começar a ter uma vida social, se ele já não estiver bem de vida, ele se perde no sua principal vantagem competitiva, uma vez que não se tem contatos e nem o idioma, no caso de ser no estrangeiro. Só mesmo a falta de vida social como aliada.

Teve uma época da minha vida que eu trabalhava sete dias por semana, doze horas por dia. Você simplesmente não tem tempo e nem disposição pra gastar dinheiro. Paga o aluguel, vai no mercado rapidamente e o resto do tempo é pra descansar. Passei dois anos nesse sistema. A conta bancária vai crescendo e você nem percebe. Quando vê já tem dinheiro pra colocar um negócio. E aí é o pulo do gato. Só pode parar de trabalhar tanto quando coloca esse negócio.

Porquê se começar trabalhar menos e começar a gastar, tudo que foi feito até então foi em vão. Você se acomoda, o bucho cresce e você perdeu aquela vantagem que tinha. Virou um local. Já conhece restaurantes, locais badalados, já quer roupas e pronto, entrou no rat race novamente. A vida social é um veneno, como comida. Necessário mas dentro dos limites, senão pode ser a sua derrocada na sua jornada for a do país. Hoje, quase oito anos depois de ter colocado os pés aqui, eu já posso me dar ao luxo de ter uma vida social e já não quero trabalhar tanto. Quero curtir minhas filhas. Pra um crescimento mais agressivo, não conte comigo. Procure um imigrante que acabou de chegar, que está com fome e que não conhece ninguém.   

Fabiano Holanda, Novembro de 2007, Mississauga, ON.

Monday, 3 May 2021

Eles estão certos

 

Todo advogado de canalha se defende alegando que todos têm o direito de defesa. Me pergunto quando que surgiu e quem foi o jurista esperto o suficiente pra criar esse ideia e fazer com que tanto a sua própria classe quanto a população não apedreje até a morte um advogado que defende, por exemplo, um pai que jogou a filha pela janela. No meu ponto de vista pré-histórico, tanto o pai quanto o advogado que teima em defendê-lo são dois crápulas da mesma qualidade.

Houve um caso aqui no Canada de uma menina de 5 anos chamada Phoenix Sinclair, que foi morta pela mãe e pelo namorado da mesma, numa localidade ao norte de Winnipeg, na província de Manitoba, em Junho de 2005. A criança habitava no porão da casa da família, sozinha, e lá, como todo porão que não tem acabamento, o piso é de cimento e bem gelado. E foi lá nesse porão que ela morreu, depois de uma surra final.

O advogado da mãe e do padrasto estava querendo provar no tribunal, que a menina ficava no porão por vontade própria e que não era mantida lá embaixo à força. Você já pensou um negócio desses? Qual criança ficaria num porão frio, sem piso, porque quer?

Mike Cook, o advogado da mãe e do padrasto, alega que ela ficava no porão pra escapar das surras homéricas e dos estrangulamentos que sofria vindos da mãezinha e do padrasto. Então, o advogado alega que Phoenix ficava lá no porão sozinha pra ficar longe dos agressores. São tão bonzinhos que a morte da menina só foi descoberta nove meses depois e por acaso.

Porque o canalha do senhor Mike Cook quer provar que ela não ficou mantida no porão pela mãe e pelo namorado dela e sim ficou por vontade própria? Porque pelas leis canadenses, um assassinato cometido por uma pessoa junto a outra que estava presa, eleva o crime à assassinato de primeiro grau, ao invés de assassinato de segundo grau e no primeiro caso, a pena é de prisão perpétua, que é a pena que os dois elementos receberam. Mike Cook estava recorrendo da pena, mas graças a Deus não foi bem sucedido.

Testemunhas no tribunal disseram que a menina levava socos na cara quase todo dia, alem de receber chutes e tiros com espingarda da ar comprimido. E esses “carinhos” eram praticados pela mãe, não somente pelo namorado dela. Pra não atrapalhar os pombinhos, ela era obrigada a dormir no chão frio do porão, chorando.

Como estratégia, o senhor Cook disse que não existia porta do porão pro primeiro andar e por isso a menina não subia porque não queria. Ora, vejam só, você quer uma porta maior do que o medo de levar um chute na cara? E ainda sendo uma criança indefesa? E alem de tudo, você quer uma maldade maior do que PERMITIR que a criança dormisse no chão gelado de um basement? Não estamos falando de Natal ou Caicó, estamos falando de um dos lugares mais frios do planeta terra, onde se registra temperaturas de até 40 graus negativos.

Felizmente, os juízes não concordaram muito com a ideia de Cook, que logicamente, nem ele mesmo concorda, só o faz pra cumprir o seu papel de ganhar dinheiro representando um ato ridículo.

A criança, durante toda sua curta vida aqui na terra, teve várias vezes muitos dos seus ossos partidos, foi atestado na autópsia. E mesmo depois da morte, a mãe e o namorado continuavam listando a menina pra continuar ganhando mais dinheiro do welfare. Eles só foram descobertos pois tentaram colocar outra criança no lugar de Phoenix pro agente do welfare que foi visita-los e foi aí que foram descobertos e presos.

Agora, diante de um caso desses, o senhor Mike Cook teria mesmo que defender um casal lixo desses? Não tem mesmo outra forma mais decente dele ganhar dinheiro? Eu na minha pequena cabecinha não consigo visualizar essa desculpa usada pelos advogados. Vai saber. Vai ver que eles estão certos. Errado estou eu. Às vezes, o mundo gera mais ânsia de vômito do que uma comida estragada. Como uma prostituta, pagou, eles trabalham pra um assassino, sem discriminação.

Fabiano Holanda, outubro de 2007, Mississauga, ON.

 

Manifesto comunista

 

Pegue um bobalhão qualquer que se autodenomine um comunista. Difícil chegar perto dele, eu sei, mas faça esse esforço em nome da ciência. Pergunte se ele leu Marx. Pergunte se leu O capital. Eu digo que 99% dos marxistas não leram O Capital. Mas então pergunte se ele leu pelo menos o Manifesto comunista. Esse é curto e de fácil leitura.

Agora você chegará no seu veredito em duas opções: 1) Se ele leu e continua dizendo que é comunista, dê um jeito de colocá-lo na cadeia, pois é um pulha. O manifesto é muito honesto, direto e simples. Não deixa margem pra interpretação. 2) Se ele não leu, é apenas um idiota útil imbecilizado dos pés até a cabeça.

A pior espécie deles é a que diz que é cristão marxista. Esse é pra dar amarrar em camisa de força. Marx pregava no seu manifesto uma subversão violenta de toda a ordem social vigente. Compreende? Uma subversão violenta. Quanto mais marxismo tivermos em uma localidade, mais problemas iremos ter com relação à separação das pessoas. Ele disse que não podia suavizar.

O negócio é propor uma separação entre ricos e pobres, entre brancos e negros, entre hetero e homossexuais, entre altos e baixos, gordos e magros, polícia e sociedade, e assim sucessivamente. E eles sempre irão se colocar como o diabo, fingindo estarem do lado dos mais fracos, afinal, sempre alegam serem os justiceiros sociais. O maior truque do diabo é dizer que ele mesmo não existe, assim ele pode agir de forma invisível, afinal, ele não existe, né? O comunismo age igual ao diabo e a favor do diabo. “Olha só, meu rapaz, não existe comunismo, você só pensa nessas teorias de conspiração!!”

Querem agir baseado nos preceitos mais macabros porém travestido de bonzinhos, nunca deixando claro seus reais objetivos, pois se assim o fizerem, não terão apoio de ninguém.

Marx no seu manifesto diz claramente também que o objetivo final é abolir toda e qualquer propriedade privada. No final do segundo capítulo desse macabro manifesto, ele enumera os dez pontos que deve-se seguir para tornar um país comunista.

O primeiro ponto é : expropriar toda propriedade de terra, sendo então toda a terra do estado e que as rendas provenientes dessas terras sejam usadas pra pagar as despesas do estado. A ideia da reforma agrária basicamente deriva daí. Tenho um amigo advogado, Osvaldo Grilo, que se diz um socialista. Grande proprietário de terras, ele defende reforma agrária. Na terra dos outros. São todos assim.

O segundo ponto: criação de um imposto de renda altamente progressivo. O Canadá já pratica isso. E as pessoas acham que não é baseado no marxismo. No Canadá se você ganhar uma certa quantia, é melhor nem ir ganhar mais, pois será descontado mais do seu salário que você terminará ganhando menos. Vamos dar um exemplo. Se você ganhar 80 mil, será descontado 40% do seu salário em imposto. Se ganhar 85 mil, será descontado 45%. Não são números reais, só um exemplo pra mostrar o sistema marxista de aumento de alíquotas. É um desincentivo à melhoria de salário, à melhoria como um todo. Pra que eu vou correr atrás disso se no final vou ganhar menos? Marx é o cão. Mas é preciso ter todo mundo na merda pra serem sempre dependentes do estado. Povo independente é povo livre. Eles não querem isso

 Terceiro, abolição de todos os direitos de herança. Volta novamente à questão. Povo que recebe herança é povo livre. Querem o dinheiro deles e deixá-los sempre dependentes do estado.

Quarto, confisco da propriedade de todos os que se rebelassem contra eles. Falou algo contra o estado, perdem tudo. Mordaça. Eles não querem ninguém falando mas se dizem contra a censura. Filhos da puta, adoram censura, só não gostam quando é contra eles. Eles tem medo pois a “verdade” deles não tem lastro.

Quinto, criação e controle de crédito somente por parte de um banco do estado. Novamente, falta de independência. O estado tem que controlar até pra quem empresta e tem que saber pra que. Quem quer viver num sistema desses sabendo? Conhecendo o que eles estão dizendo, porra?

Sexto, controle total do estado de todos os meios de comunicação e transporte. Esse é um dos itens mais importantes. O controle da informação e do que se movimenta. A informação e a logística. Se você observar em países comunistas só existe meios de comunicação estatal. Ninguém pode ver o que acontece lá fora. Ninguém pode ver os Estados Unidos, tu é doido? Se virem não fica um aqui.

Sétimo, ampliação de todos os meios de produção do estado, e utilização de terras somente pelo estado. Não é que o comunismo seja contra o lucro. Ele é contra o lucro não ir pra ele. Ele não quer condição melhor pro trabalhador. Ele quer mais que o trabalhador se foda. Ele quer que o trabalhador pense que está se fudendo com o patrão pra se revoltar mas quando chegar no patrão estado ele vai estar mais fudido do que antes mil vezes. O negócio é ele não saber. Vamos mentir até ele cair na armadilha.

Oitavo, trabalho obrigatório pra todos. Pronto, agora fudeu. Se 99% dos cabeças da UFRN, dos professores de escolas e universidades e dos jornalistas de todas as sortes lerem esse oitavo ponto, eles não apoiam mais Marx. Trabalho obrigatório? Fudeu tudo. Esses preguiçosos iriam morrer. Eles tem que ler. Leiam, senhores, leiam. Vocês terão que trabalhar, não estão vendo?? Seria a morte dos senhores.

Nono, unificação do campo e da cidade. Trabalho agrícola e fabril seriam os mesmos. Não há intenção dessa distinção na cabeça do comunismo. A pobreza tem que ser uniforme. Tem que ter as favelizações, os esgotos à céu aberto. O camponês tem que ser operário.

Décimo, unificação da educação com trabalho industrial. Afinal pra que uma educação que não sirva pra causa? O estudante já tem que sair dali um operário. Essa é mais ou menos a ideia do Senac, Escolas técnicas e etc. Não que eu seja contra esse sistema, mas ele não pode ser único. Uma sociedade não é formada somente por operários.

Se o sujeito que até agora leu isso e não se assustou com esse canalha, é porque é um analfabeto funcional ou um filho da puta da pior espécie. Mas então prossigamos. Marx quer também a abolição da família. Pasmem!! Abolição da família!! Segundo o cão Marx, a família se apoia no capital. Sem a família, seria mais fácil de deixar os povos mais dependentes do estado. Sem a família o jovem é facilmente manipulado. Os professores atacam os jovens nas escolas e a família em casa mostra o outro lado da moeda. Sem a família seria o mesmo que literalmente tirar doce da boca de um bebê.

Seguindo com sua cartilha, ele agora combate a individualidade, sentimento ele que sendo existente vai de encontro à sociedade igualitária que ele sugere. O indivíduo não pode existir. A coletividade é que importa. Junto com a individualidade, teria que acabar também com a liberdade. Nenhuma pessoa pode ser livre ou independente. Todos têm que estar atrelados ao estado. Eu já falei sobre individualidade num dos primeiros textos de 2002, Por trás dos lugares com dois assentos. Não vou me extender aqui. Mas querer impor um sentimento coletivista sobre um individualista é querer alterar a natureza humana.

Outro ponto primordial pra Marx é fazer com que todas as verdades sejam destruídas e a única verdade irrefutável seria a luta de classes. Todas as ditas verdades até aquele momento eram pra Marx invenções burguesas portanto tudo aquilo teria que ser desmontado. Uma nova história deveria ser escrita.

A abolição das nações era outra ideia fixa de Marx. Segundo o mesmo, o operário não tem nação e se ele não tem nação, não havia necessidade delas. Um governo central global seria de melhor valia. O passado tinha que ser apagado. Ele dizia que na sociedade burguesa o passado domina o presente e no comunismo o presente domina o passado.

Como um idiota da objetividade, eu não conhecendo o manifesto comunista, eu não iria acreditar nesse texto aqui e iria procurar o mesmo pra ler. Façam isso. Procurem. Leiam. Tirem suas próprias conclusões. Com analfabetos funcionais não podemos vencer. Tirem as cabeças que estão atoladas nos seus rabos e acordem. Please choose the red pill instead of the blue. Your life will be more painful, but a painful truth is better than a soft lie.

Fabiano Holanda, Setembro de 2007, Mississauga, ON.

 

Reputação

Meu amigo Hindenberg Dutra me disse certa vez, em mesa de bar na saudosa Picanha do Dudé, na avenida Xavier da Silveira, em Morro Branco : ...